A Aclara Resources firmou uma joint venture com a estatal japonesa Jogmec para explorar terras raras no Brasil. A Jogmec financiará até US$ 3 milhões na fase inicial, com possível extensão de US$ 1,5 milhão, podendo adquirir 30% de um dos projetos e direitos de compra de produção futura. A iniciativa busca abrir canais de exportação ao mercado japonês, enquanto o Projeto Carina, em Goiás, permanece integralmente sob o controle da Aclara.
A Aclara Resources anunciou nesta segunda-feira um acordo para formação de joint venture com a Japan Organization for Metals and Energy Security (Jogmec) para explorar e desenvolver depósitos de terras raras pesadas em argilas iônicas no Brasil.
A Aclara ressaltou que o Projeto Carina, no Estado de Goiás, ficará fora da joint venture, e continuará 100% controlado pela companhia.
Pelos termos do acordo anunciado nesta segunda-feira, a Jogmec, uma organização do governo japonês, financiará integralmente até US$3,0 milhões em gastos de exploração durante um período de aquisição de participação de três anos. Sob determinadas condições, a Jogmec poderá optar por aportar mais US$1,5 milhão, estendendo esse período por mais um ano.
Após cumprir com o financiamento, a Jogmec terá a opção de adquirir uma participação de 30% em um dos projetos de exploração da Aclara no Brasil. A parceira japonesa também terá o direito de comprar uma quantidade da produção equivalente à sua participação, acrescida de mais 10% da produção futura do empreendimento.
Em comunicado, Ramón Barúa, CEO da Aclara, disse que a parceria "está em posição privilegiada para identificar e desenvolver novas oportunidades de terras raras de alta qualidade no Brasil".
"O acordo também cria um caminho natural para futuras vendas ao Japão por meio dos direitos de preferência da Jogmec, alinhando o sucesso da exploração a um dos mercados de terras raras mais estratégicos do mundo", acrescentou o executivo.