Americanas reduz prejuízo no 1º tri para R$329 mi

13 mai 2026 - 20h27
(atualizado às 20h35)

A Americanas teve prejuízo ‌líquido de R$329 milhões nos primeiros três meses do ano, resultado negativo menor que os R$496 milhões observados no primeiro trimestre de 2025, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$15 milhões, ante o resultado ⁠negativo de R$26 milhões do primeiro trimestre do ano anterior.

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A receita líquida do ‌período subiu 20,2% no período, para R$3,08 bilhões, segundo o balanço.

"O resultado do trimestre foi mais positivo que o esperado para o segmento digital. ‌Nas lojas físicas, as vendas por metro ‌quadrado cresceram 11%, bastante forte. Nossa estratégia de remodelação está ajudando ⁠o crescimento", disse o presidente-executivo da companhia, Fernando Dias Soares, em entrevista a Reuters.

As vendas em mesmas lojas (SSS) subiram 22% no primeiro trimestre. Eventos sazonais impulsionaram o resultado, como a Páscoa, com alta de 8,8% em relação a 2025, e as campanhas de Volta às Aulas e "Eletro da Semana".

"Maio segue com ‌crescimento forte", disse o presidente da Americanas, comentando o desempenho observado neste mês.

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A ‌varejista afirma que possui, ⁠atualmente, 1.148 lojas ⁠e cerca de 40 milhões de clientes ativos, com uma média de 92 milhões de ⁠visitas mensais nas lojas físicas, site ‌e aplicativo.

DESINVESTIMENTOS

A Americanas segue com ‌o processo de venda da rede de hortifrutis Natural da Terra, porém sem evoluções. Os executivos dizem buscar o melhor cenário para a venda do ativo.

"Nesse momento nada evoluiu. É mais por uma questão ⁠comercial, mas queremos maximizar o valor do ativo. Temos conversas avançadas, não vamos vender a qualquer custo", disse o diretor financeiro, Sebastien Durchon.

Apesar disso, a companhia também anunciou nesta quarta-feira que assinou com o Oba Hortifruti a venda de 10 lojas deficitárias da ‌Hortifruti Natural da Terra, localizadas no Estado de São Paulo, no valor de R$69,3 milhões.

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A Americanas foca também na venda de ativos imobiliários.

"Estamos negociando a ⁠venda de imóveis também. Ainda temos propriedade de lojas e até prédios inteiros. Uma parte dever ser vendida ainda neste ano", disse Durchon.

Em fevereiro, a empresa informou que recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com valor total estimado entre R$346 milhões e R$468 milhões, que não se encontram listados no plano de recuperação judicial como ativos para desinvestimento.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A Americanas espera sair do processo de recuperação judicial nos próximos meses.

"Fizemos pedido no final de março. Agora tem o trâmite burocrático. Já avançamos desde março, com parecer favorável do Ministério Público. Agora está nas mãos da juíza. Os advogados acreditam que a saída efetiva seja no terceiro trimestre deste ano", disse Durchon.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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