O governo brasileiro afirmou ter sido pego de surpresa com a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano. A medida ainda não entrou em vigor e só passará a valer em setembro, mas já provocou reação de autoridades e entidades do agronegócio. O principal motivo alegado pelos europeus envolve o controle sanitário sobre o uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.
Foto: Gastão Guedes wikimedia commons / Flipar
1 de 13
O governo brasileiro afirmou ter sido pego de surpresa com a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano. A medida ainda não entrou em vigor e só passará a valer em setembro, mas já provocou reação de autoridades e entidades do agronegócio. O principal motivo alegado pelos europeus envolve o controle sanitário sobre o uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.
Foto: Gastão Guedes wikimedia commons
2 de 13
O tema envolve medicamentos usados na criação de animais e o receio do avanço da resistência bacteriana. O Brasil promete tentar reverter a decisão antes do prazo final.
Foto: Alex S Araujo wikimedia commons
3 de 13
Os antimicrobianos são substâncias usadas para combater microrganismos como bactérias, fungos, vírus e parasitas. Na pecuária, eles ajudam tanto no tratamento de doenças quanto no aumento da produtividade dos animais.
Foto: Imagem gerada por i.a
4 de 13
Esses medicamentos podem ser administrados em bovinos, aves, suínos e outros animais de criação. Em muitos casos, também são usados para acelerar o crescimento e melhorar o aproveitamento alimentar.
Foto: Imagem gerada por i.a
5 de 13
A preocupação da União Europeia está principalmente nos antimicrobianos considerados importantes para a medicina humana. O temor é que o uso excessivo nos animais reduza a eficácia de remédios usados em pessoas.
Foto: imagem gerada por i.a
6 de 13
Esse problema é chamado de resistência antimicrobiana. Ele ocorre quando bactérias se tornam resistentes aos medicamentos, dificultando tratamentos médicos e aumentando riscos de infecções mais graves.
Foto: Imagem gerada com ia
7 de 13
Entre as substâncias citadas pelos europeus estão virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina. Algumas delas já são alvo de restrições em diferentes mercados internacionais.
Foto: Imagem gerada por i.a
8 de 13
Segundo a União Europeia, o Brasil ainda não apresentou garantias suficientes de que esses produtos deixaram de ser usados em toda a cadeia produtiva destinada à exportação de alimentos.
Foto: ALEXANDRE LALLEMAND/Unsplash
9 de 13
A reclamação europeia não aponta contaminação da carne brasileira. O questionamento envolve rastreabilidade, fiscalização sanitária e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Foto: Reprodução do elio`s faktory
10 de 13
O governo brasileiro informou que vai buscar esclarecimentos junto às autoridades europeias e afirmou que pretende tomar medidas para reverter a situação antes da entrada em vigor do veto.
Foto: Imagem gerada por i.a
11 de 13
Caso a decisão seja mantida, o impacto estimado é de cerca de 1,8 bilhão de dólares por ano em exportações. A medida pode afetar carnes bovina e de frango, ovos, mel, peixes e outros produtos.
Foto: Andi Graf/Pixabay
12 de 13
Entidades do setor afirmam que o Brasil segue regras sanitárias rígidas e já atende às exigências da União Europeia. Associações de exportadores defendem que o sistema brasileiro possui controle e rastreabilidade reconhecidos internacionalmente.
Foto: mrcolo/Pixabay
13 de 13
O Brasil já enfrentou restrições semelhantes no passado. Em 2008, a União Europeia impôs embargo à carne bovina brasileira por questões sanitárias. Em 2017, a Operação Carne Fraca também provocou limitações nas exportações para diversos mercados.
Foto: imagem gerada por i.a