Americanas demite mais de 4 mil em abril e fica com R$ 185 milhões em caixa final disponível

Companhia afirma que 76% dos desligamentos são de contratos temporários de Páscoa e de contratos de experiência e que os outros 24% fazem parte do 'turnover habitual do setor'

3 jun 2026 - 10h21
(atualizado às 15h16)

A Americanas informou, no demonstrativo mensal referente a abril de 2026, que teve 4.314 desligamentos e 726 admissões entre 1º e 30 de abril, encerrando o mês com 22.797 trabalhadores sob regime CLT. Do total de desligamentos, 1.069 foram atribuídos a pedidos de demissão, segundo a planilha apresentada no documento.

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A companhia afirma que 76% dos desligamentos são de contratos temporários de Páscoa e de contratos de experiência e que os outros 24% fazem parte do 'turnover habitual do setor' (leia mais abaixo o posicionamento da Americanas).

No período, a companhia reportou que sua operação física terminou em 30 de abril de 2026 com 1.448 lojas ativas. No mês, houve fechamento de uma loja e inauguração de outra loja.

Americanas está em reestruturação
Americanas está em reestruturação
Foto: Pedro Kirillos/Estadão / Estadão

O caixa disponível final em 30 de abril foi de R$ 185,7 milhões, após entradas de vendas e saídas destinadas principalmente a compras de mercadorias, despesas operacionais e itens ligados ao plano de recuperação judicial.

O documento também informa que, em 30 de abril, a disponibilidade total, incluindo aplicações e títulos e valores mobiliários, somou R$ 441 milhões.

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No fluxo de caixa consolidado, o saldo inicial de caixa disponível em maio de 2025 foi de R$ 940,5 milhões. Os ingressos de caixa somaram R$ 17,5 bilhões, com média mensal de R$ 1,46 bilhão, e as aplicações com carência no valor negativo de R$ 10 milhões. Recursos foram utilizados para pagamentos no montante de R$ 18,3 bilhões.

O que diz a Americanas

A Americanas afirmou que 76% dos desligamentos informados no demonstrativo mensal referente a abril de 2026 ao Administrador Judicial se referem ao encerramento de contratos temporários de Páscoa e de contratos de experiência. Segundo a companhia, os outros 24% são desligamentos involuntários que fazem parte do "turnover habitual do setor".

Em comunicado, a Americanas disse ainda que contratações de curto prazo são comuns na dinâmica sazonal do varejo e têm como objetivo reforçar a operação nos picos de vendas das principais datas comemorativas, como a Páscoa. A companhia reforça que não houve demissão em massa.

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