Guerreiras do K-Pop fez história no início de 2026 ao vencer o Globo de Ouro de Melhor Canção Original e o Grammy de Melhor Canção Escrita para Mídia Visual com "Golden", primeira canção de K-pop a vencer ambas as estatuetas. O filme de sucesso da Netflix, que narra a história do grupo fictício HUNTR/X, também venceu o Globo de Ouro de Melhor Animação e está indicado na mesma categoria do Oscar.
Em 2025, os responsáveis pelo estúdio de Guerreiras do K-Pop confirmaram que uma continuação da produção estava em desenvolvimento e deram indícios de que ela poderia ser lançada em 2029. Segundo novas informações, porém, parece que o novo longa não chegará aos cinemas antes de 2030.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, os copresidentes da Sony Pictures Animation, Kristine Belson e Damien de Froberville, falaram sobre o próximo filme. "O universo é tão rico — o mundo dos demônios e o elemento da estrela pop, o que aconteceu com Jinu. Há muito que poderíamos explorar", disse De Froberville (via NME).
O longa será uma continuação direta do filme original, que mistura ação sobrenatural e o universo pop coreano em um musical vibrante. No elenco, EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami estrelam como as vozes de Rumi, Mira e Zoey.
Durante a conversa, o entrevistador afirmou que o longo processo de produção necessário para filmes de animação faz com que os rumores do lançamento de Guerreiras do K-Pop 2 em 2029 pareçam "improváveis". Em resposta, Belson concordou com a entrevistador.
Questionado sobre o envolvimento dos criadores do longa original, Maggie Kang e Chris Appelhans, Belson afirmou que a campanha para o Oscar 2026 é a atual prioridade do estúdio. "Houve muita coisa para cuidar em termos da campanha de premiação. Depois de toda a agitação, prêmios e grandes festas com pessoas importantes, aí sim. Será a vez dos dois voltarem a estar juntos numa sala", comentou.
Mark Sonnenblick, um dos compositores de "Golden", ainda não tem certeza se estará envolvido na continuação. "Haverá todo um processo de desenvolvimento antes de começarmos a compor as músicas", disse à BBC. "A música virá como consequência da história, e isso se fizer sentido para todos nós continuarmos com o projeto."