Nem só do frevo vive o carnaval de Pernambuco. Nesta terça-feira, 10, o centro do Recife foi tomado por uma outra forte presença cultural: a festa do caboclinho, uma tradição indígena do Estado. Os grupos populares passam mais de seis meses do ano se preparando para as apresentações do período carnavalesco
O Cortejo de Caboclinhos e Tribos Indígenas no Recife, dias antes do início oficial da festa, acontece há 12 anos. Os participantes ficam responsáveis, ao mesmo tempo, pela dança e pela música. Cada um deles porta um adereço da tradição, que é também instrumento musical.
O mais conhecido deles é a preaca, que imita um arco e flecha e faz o som de um estalo que marca o ritmo das músicas. Também compõem a sonoridade do caboclinho a flauta reta, o surdo (ou bombo) e o maraca, que é um tipo de chocalho.
Cortejo
O encontro desta terça reuniu 24 grupos de vários municípios pernambucanos. As agremiações desfilaram na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, e terminaram o cortejo em um palco montado na Praça do Arsenal.
Compostas por pessoas de todas as idades, as agremiações exibiram figurinos tradicionais com penas coloridas. Os estandartes decorados estampam sua cidade de origem e ano de fundação, como o da Tribo Canindé do Recife, que está em atividade há mais de 100 anos.
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