Após vetar novos blocos pré-carnaval e pós-carnaval, a Prefeitura de São Paulo autorizou a apresentação do Bloco Skol no último domingo, 8. O evento foi marcado por uma superlotação e atraso, com empurra-empurra e tumultos variados. O caso é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). As informações são do Estadão.
No Bloco Skol, que aconteceu na Rua da Consolação, região central da cidade, a apresentação principal foi o DJ Calvin Harris. Também se apresentaram os cantores Nattan, Xand Avião, Felipe Amorim e Zé Vaqueiro. Esse percurso, normalmente, é feito apenas pelas agremiações Acadêmicos do Baixos Augusto no pré-carnaval e pela Pipoca da Rainha no pós-carnaval.
O Estadão questionou a gestão Ricardo Nunes (MDB), que não respondeu aos questionamentos, mas apontou o evento como um “sucesso” sem registro de incidentes graves. Já a Ambev, responsável pelo bloco, não se pronunciou.
A permissão para este novo bloco contradiz o Guia de Regras e Orientações da cidade de São Paulo. O documento diz que “não serão aceitas novas inscrições para os períodos do pré e pós-carnaval em nenhuma região da cidade”, conforme veiculado em setembro pela SPTuris.
Novos blocos são aceitos apenas de 14 a 17 de fevereiro, no período de carnaval, sujeitos a análise da Comissão Especial de Organização do Carnaval de Rua. Desde 2023, restrições para novos desfiles em regiões mais saturadas da capital têm sido feitas pela prefeitura.
Segundo a Prefeitura, serão 601 blocos na programação oficial, incluindo os quatro dias de carnaval e o fim de semana seguinte. Na soma de todos os dias, a expectativa é que os eventos reúnam 16 milhões de pessoas.
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