Em diversos países da América Latina, o réveillon é marcado por costumes curiosos ligados à sorte, ao amor e às viagens. Na Colômbia, uma das práticas que mais chama a atenção é a relação entre o Ano-Novo e o desejo de viajar. Nesse contexto, aparece com frequência o relato de pessoas que, à meia-noite, pegam uma mala e caminham pela casa ou pela rua, como um gesto simbólico de atração de viagens para o ano que começa.
Essa tradição, embora não seja seguida por toda a população, está presente em muitas famílias colombianas e aparece com destaque em reportagens e conteúdos turísticos. O costume costuma ser descrito de forma descontraída, como um ritual simples, que não exige preparação complexa e que pode ser feito por qualquer pessoa interessada em reforçar o desejo de conhecer novos lugares ao longo do próximo ano.
Tradição da mala de viagem na Colômbia: em que consiste?
A chamada tradição da mala de viagem no Ano-Novo colombiano é um ritual simbólico e não oficial. Em linhas gerais, a pessoa pega uma mala - pode estar vazia ou com alguns objetos pessoais - e sai para caminhar. Em algumas versões, a volta é dada apenas em torno da casa ou do quarteirão; em outras, o costume envolve descer até a rua do bairro e circular por alguns minutos, sempre após a virada do ano.
A lógica por trás desse hábito é associar a ação física de caminhar com a mala ao significado de "chamar" viagens para o futuro. Em muitas casas, familiares e amigos encaram o ato como uma espécie de jogo festivo: alguns correm, outros apenas andam, e há quem aproveite para rir da situação, já que não deixa de ser uma cena bastante marcante no meio da madrugada. Não se trata de um rito religioso oficial, mas de um elemento do folclore urbano contemporâneo, reforçado por relatos orais, programas de TV e publicações nas redes sociais.
É verdade que os colombianos dão tchau às pessoas enquanto caminham com a mala?
A pergunta sobre a tradição costuma incluir um detalhe específico: a ideia de que, ao circular com a mala de viagem, a pessoa dá tchau a todos que encontra pelo caminho. Esse gesto pode acontecer, mas não é uma regra rígida do ritual. Em muitos relatos, a prática se resume a caminhar rapidamente com a mala ao redor do quarteirão, sem interação prolongada com outras pessoas, até porque o costume é feito geralmente logo após a meia-noite, quando muitas pessoas ainda estão em casa, em família.
Em alguns bairros, porém, é comum que várias pessoas saiam à rua ao mesmo tempo, cada uma com sua mala. Nesses casos, acenos e cumprimentos se tornam quase inevitáveis. O ato de "dar tchau" pode adquirir um caráter simbólico de despedida do ano antigo e boas-vindas a novas experiências. Ainda assim, o fundamental do ritual colombiano de Ano-Novo com a mala é a caminhada em si, e não necessariamente o gesto de acenar a todos que passam.
Como o ritual da mala de viagem se encaixa nas superstições de Ano-Novo?
A tradição colombiana da mala de viagem faz parte de um conjunto mais amplo de simpatias e costumes de réveillon que aparecem em vários países latino-americanos. Em muitos lares, esse hábito convive com outras práticas ligadas à sorte financeira, à vida afetiva e à saúde. Cada família decide quais rituais seguir, de acordo com referências culturais, regionais ou mesmo preferências pessoais.
Entre as práticas frequentemente associadas ao Ano-Novo na Colômbia, podem ser citadas:
- Uso de roupas íntimas coloridas com significados específicos, como amarelo para prosperidade.
- Comer determinadas quantidades de alimentos, normalmente frutas, ligadas a pedidos para o próximo ano.
- Limpar a casa antes da virada, em um gesto simbólico de afastar energias indesejadas.
- Preparar ceias com pratos que remetem à abundância, como lentilhas ou grãos variados.
Nesse cenário, a mala de viagem funciona como um símbolo visual claro: representa deslocamento, mudança e abertura para novas oportunidades. Ao caminhar com a mala, a pessoa materializa o desejo de embarcar em viagens reais ao longo de 2025 e dos anos seguintes, mesmo que saiba que o gesto é essencialmente simbólico.
Como é praticado o ritual da mala na virada do ano?
Não existe um único modo de realizar o ritual da mala de viagem de fim de ano na Colômbia, e os detalhes variam de casa para casa. Ainda assim, algumas etapas aparecem com frequência nos relatos:
- Separar uma mala antes da virada, geralmente de tamanho médio ou pequena, que seja fácil de carregar.
- Escolher se a mala ficará vazia ou se receberá alguns itens, como roupas, um par de sapatos ou objetos simbólicos de viagem.
- Aguardar a contagem regressiva e o momento exato da mudança de ano.
- Logo após a meia-noite, pegar a mala e sair caminhando rapidamente pela casa, pelo corredor do prédio ou ao redor do quarteirão.
- Em alguns casos, acenar para vizinhos e conhecidos, reforçando a ideia de partida para novas jornadas.
Algumas famílias mantêm o ritual apenas dentro de casa, principalmente em condomínios ou prédios onde há maior preocupação com barulho e segurança. Outras preferem descer à rua, transformando o momento em uma cena coletiva, com várias pessoas carregando malas ao mesmo tempo. Em ambos os formatos, o sentido simbólico de atrair viagens para o novo ano permanece o mesmo.
Que lugar essa tradição ocupa hoje nos costumes colombianos?
Na Colômbia atual, a tradição da mala de viagem se mantém sobretudo como um gesto lúdico de fim de ano, mais associado ao imaginário popular do que a obrigações rígidas. O ritual é frequentemente mencionado em guias turísticos e em reportagens sobre curiosidades de Ano-Novo, o que contribui para sua difusão entre moradores de grandes cidades e também entre visitantes estrangeiros interessados em costumes locais.
Ao mesmo tempo, nem todas as famílias colombianas seguem esse hábito, e muitas pessoas conhecem a tradição apenas de ouvir falar ou de ver imagens na televisão e na internet. Ainda assim, o costume segue como um dos símbolos mais conhecidos do réveillon colombiano, especialmente quando o assunto é a relação entre o Ano-Novo e o desejo de viajar mais. Dessa forma, pode-se afirmar que a tradição de caminhar com a mala existe, é praticada em diferentes regiões do país, e que o gesto de dar tchau às pessoas faz parte de algumas versões, mas não é um elemento obrigatório do ritual.