Zuckerberg pede desculpas ao governo da Índia por conteúdo e erros da Meta, diz imprensa local

5 ago 2026 - 12h37

O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, ‌pediu desculpas ao governo indiano por material de abuso sexual infantil nas plataformas da empresa e por erros operacionais, noticiaram canais de televisão locais nesta quarta-feira.

Zuckerberg pediu desculpas pelo material, bem como por conteúdos deepfake e falhas ⁠operacionais nas plataformas da Meta, informou a Moneycontrol, especializada em ‌notícias financeiras, citando fontes.

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A Moneycontrol acrescentou que o pedido de desculpas foi transmitido durante uma reunião entre ‌executivos da Meta e autoridades do ‌governo indiano na terça-feira.

A Meta, proprietária do Facebook ⁠e do Instagram, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em julho, o governo indiano ordenou que a empresa removesse anúncios e conteúdos que promovessem material de abuso sexual infantil no Instagram, informou a BBC, citando uma autoridade ‌de alto escalão do Ministério de Eletrônica e Tecnologia da ‌Informação.

O governo também ⁠solicitou à ⁠Meta que, no prazo de sete dias, apresentasse uma explicação sobre como ⁠anúncios contendo tal material ‌foram permitidos na plataforma, ‌acrescentou a reportagem da BBC.

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A Meta afirmou na época que mantinha uma política de tolerância zero em relação a material de abuso sexual infantil e que ⁠continuava a fortalecer seus sistemas de detecção, segundo a BBC.

No mês passado, o Ministério da Informação e Tecnologia da Índia convocou executivos da Meta depois que o Facebook restringiu brevemente uma ‌postagem do primeiro-ministro Narendra Modi. A empresa afirmou que a postagem havia sido bloqueada inadvertidamente devido a um erro ⁠operacional.

A polícia de Hyderabad também abriu um inquérito contra o chefe da Meta Índia, Arun Srinivas, por conta de vídeos postados no Facebook que supostamente retratavam Modi de "maneira abusiva", segundo um oficial sênior da polícia.

A Índia tornou as regras de conteúdo mais rígidas este ano, restringindo a proteção legal que isenta as plataformas de responsabilidade por conteúdo gerado por usuários.

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Desde fevereiro, as plataformas devem remover conteúdos ilegais sinalizados pelos tribunais ou pelo governo em até três horas, em vez das 36 horas anteriores.

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