Se você pensa em burnout, automaticamente os sintomas aparecem. O cansaço, o desespero, o sonho de estar em qualquer outro lugar em vez de trabalhar, o esgotamento que qualquer pequena tarefa implica... embora agora associemos tudo isso a uma doença mental do século XXI, a verdade é que Juan Cassian já escreveu sobre isso há 1.600 anos. Naquela época, eles também sofriam de estresseno trabalho.
Se a ideia de ser monge hoje é uma decisão difícil, você ficará confortado em saber que, no ano 430, pessoas viviam exatamente da mesma forma. Preguiça máxima, como alguns diriam. Cassian, que se dedicou a catalogar os piores pensamentos que o homem poderia enfrentar, encontrou um que nem sequer tinha equivalente em latim. Os gregos chamavam de Akedia.
O burnout já existia há 1.600 anos
Ele dedicou o maior de seus livros sobre os piores vícios da humanidade à Akedia, explicando que existia uma espécie de demônio do meio-dia que, quando calor e tédio se juntavam na combinação perfeita, fazia os monges começarem a sofrer uma rejeição irracional por seu modo de vida. Eles tinham bastante hábito, a cela e tudo mais, e só pensavam em ir para outro mosteiro onde estariam muito melhores.
Para exemplificar o quanto Akedia tinha uma solução, ele explicou a história do Abade Paulo, um monge que passava os dias tecendo cestos para sobreviver e que, sem vender um único de todos os cestos que fazia, ao final do ano os queimava sem deixar nenhum. Onde os outros não viam ...
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