Para qualquer pessoa apaixonada por carros, é difícil permanecer indiferente diante de um clássico abandonado: por trás de cada modelo, há muitos anos de trabalho em design, engenharia e história. Por isso, é difícil imaginar que alguém decidisse reunir 60 veículos, empilhá-los uns sobre os outros e enterrá-los para sempre sob uma enorme massa de concreto.
No entanto, foi exatamente isso que o artista francês Arman fez em 1982. Batizada de Long Term Parking, a escultura acabou se tornando uma das obras mais emblemáticas de um criador que encontrou no automóvel e nos objetos do cotidiano uma forma completamente diferente de fazer arte.
O estacionamento do qual nenhum carro voltará a sair
A obra fica no Domaine du Montcel, em Jouy-en-Josas, nos arredores de Paris. À distância, parece uma enorme coluna de concreto, mas, de perto, é possível distinguir para-choques, faróis, portas e tetos emergindo do cimento. Em seu interior, há 60 automóveis aprisionados — a maioria fabricada por marcas francesas — formando uma estrutura de cerca de 18 metros de altura construída com aproximadamente 18 toneladas de concreto.
Entre os modelos que ainda podem ser reconhecidos estão carros representativos de sua época como o Renault 5, o Simca 1100, o Peugeot 204, o Fiat 124 e o Volkswagen K70. Veículos concebidos para percorrer milhares de quilômetros que acabaram transformados em fósseis industriais, imobilizados para sempre em uma obra que desafia qualquer ideia convencional sobre o destino de ...
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