Quando o mercado está dividido entre poucos, não se pode esperar preços acessíveis. O segmento de RAM é dominado por três fabricantes (Micron, SK Hynix e Samsung) e, com a maior parte da produção voltada para o mercado de IA, o segmento de consumo está sofrendo. Em um cenário de escassez de chips, as empresas chinesas de RAM pareciam a salvação.
A realidade, porém, parece ser um pouco diferente.
À caça na China
Gigantes como Asus, Lenovo e Apple vêm batendo às portas das empresas chinesas de RAM há algum tempo. Embora tradicionalmente as duas empresas sul-coreanas (Samsung e SK Hynix) e a americana Micron fornecessem memória RAM tanto para fabricantes quanto para montadoras, a atual escassez de componentes deixou essas empresas sem espaço no mercado, forçando-as a buscar alternativas na China.
A CXMT e a YMTC (sua contraparte no mercado de memória flash) são as duas principais empresas chinesas de RAM e, nos últimos anos, têm avançado na busca por chips para o consumidor final. Alguns acreditam que elas não são adequadas para produtos de ponta, mas quando a necessidade é extrema, as expectativas diminuem. É por isso que ambas se estabeleceram como um recurso valioso para aliviar a demanda do mercado, mas descobriu-se que seu objetivo não era resolver a crise global, e sim competir com as grandes empresas.
Poder de negociação
Com o aumento da demanda, tanto a YMTC quanto a CXMT começaram a vender seus produtos a preços mais altos. É um mercado autorregulado, onde todos estão no ...
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