O Império Romano foi forjado com espadas, estratégia e hordas de legionários, mas a Cidade Eterna possuía um recurso ainda mais eficaz do que seu poderio militar: seu magnetismo. Às vezes, antes dos soldados, o que chegava aos futuros territórios conquistados era a influência comercial de Roma. O exemplo mais claro acaba de ser apresentado por Essex, no Reino Unido, onde arqueólogos encontraram uma necrópole com diversos vasos de cobre, ânforas, pregos, broches e até mesmo uma delicada tigela de vidro moldado, uma peça única.
O importante, porém, não é tanto o "o quê", mas o "quando".
Especialistas acreditam que esses artefatos, que apontam para uma conexão com Roma, são anteriores à invasão da Grã-Bretanha em 43 d.C., revelando contatos culturais, diplomáticos e econômicos prévios entre os dois mundos.
O que aconteceu?
Arqueólogos descobriram uma antiga necrópole no sul da Inglaterra que confirma que, antes da invasão romana de 43 d.C. liderada pelo imperador Cláudio, a região já estava aberta a influências vindas do outro lado do Canal da Mancha. Este é um detalhe crucial, pois revela tanto a Idade do Ferro no que hoje é a Inglaterra quanto a capacidade de Roma de estender sua influência cultural para além de seu poderio militar.
O que eles encontraram?
Um cemitério perto de Chelmsford, em Essex. Durante as escavações na área, pesquisadores do Instituto de Arqueologia da UCL localizaram os restos mortais cremados de mais de cem indivíduos enterrados ali há cerca de 2.000 anos. ...
Matérias relacionadas
Por que as saunas da Coreia do Sul estão na moda entre os jovens?
Especialistas concordam: o modo seco do ar-condicionado consome menos energia