Poucos países possuem uma combinação militar comparável à dos Estados Unidos: forças terrestres, navais, aéreas e espaciais, capacidade industrial e meios para operar muito além de suas fronteiras. No entanto, conflitos recentes deixaram claro que a superioridade não depende mais apenas de aeronaves, navios ou tanques. Na Ucrânia, os drones assumiram o protagonismo, forçando uma revisão de táticas e defesas. Enquanto isso, os ataques cibernéticos se tornaram outra ferramenta de confronto. E é aqui que alguns especialistas acreditam que a estrutura dos EUA está começando a apresentar problemas.
Uma comissão convocada pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), em colaboração com o projeto Cyberspace Solarium Commission 2.0s, tentou responder a essa pergunta, e seu diagnóstico está longe de ser tranquilizador. Em um relatório publicado recentemente, seus autores argumentam que a estrutura atual das forças cibernéticas dos EUA é insuficiente para dissuadir, competir e atuar nesse domínio. Eles não alegam que o Pentágono carece de especialistas, unidades ou capacidade operacional. O problema, segundo o estudo, é mais profundo: nenhuma organização isolada é responsável por recrutar, treinar e equipar de forma consistente o pessoal necessário ao Comando Cibernético dos EUA.
Não é segredo que medir o poder militar exige mais do que simplesmente contar soldados, navios ou aeronaves. Os dados mais visíveis vêm do SIPRI: em 2025, os Estados Unidos permaneceram, de longe,...
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