Aquelas tardes começavam com um gesto simples: ligar o computador e abrir 'Counter-Strike'. Às vezes acontecia em casa, outras vezes em uma lan house, ainda crucial em lugares onde as conexões de internet residencial estavam apenas começando a se popularizar. Depois vieram os servidores, as partidas online e mapas como de_dust2, repetidos até que cada corredor parecesse familiar. Para aqueles de nós que viveram aquela época, "jogar Counter-Strike" não era apenas um videogame, mas uma maneira específica de passar o tempo.
Em 2005, o PSP estava apenas começando a ganhar popularidade entre os jogadores, enquanto Counter-Strike já havia se consolidado no PC há anos, com a versão 1.6 se tornando um marco. O portátil da Sony pertencia à mesma cultura tecnológica, mas nunca recebeu um lançamento oficial do título da Valve. Eles compartilhavam a mesma era, público e incontáveis horas de jogo, embora seus caminhos nunca tenham se cruzado. Mais de duas décadas depois, um desenvolvedor decidiu uni-los com um projeto que certamente chamará a atenção.
Counter-Strike feito para falar a língua do PSP
O método escolhido para trazer Counter-Strike para o PSP se chama OpenStrike, um projeto que parece familiar na tela, mas por baixo dessa superfície, algo completamente diferente está em funcionamento. Este não é o jogo comercial da Valve rodando no portátil, nem é uma conversão direta de seu motor gráfico, mas sim uma nova implementação que traz de volta mapas, rounds, mecânicas de tiro e ...
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