Há mais de vinte anos, um engenheiro chinês que trabalhava no Vale do Silício com pouco mais do que um projeto de chip escreveu uma frase em um e-mail que soou como delírio na época: ele previu que o mercado global de memória acabaria, mais cedo ou mais tarde, nas mãos de empresas chinesas. Quase ninguém deu atenção. Hoje, esse engenheiro é um dos maiores bilionários da tecnologia da China, com uma fortuna estimada em US$ 15,5 bilhões, segundo a Forbes.
Sua empresa acaba de abrir capital com uma força que pegou metade do mercado asiático de surpresa. E ele não é um caso isolado. Atrás dele, há toda uma geração de jovens empreendedores chineses com fortunas enormes. Ao contrário de seus pares norte-americanos, seu objetivo é permanecer completamente discreto, adotando um perfil público discreto.
Milionários chineses: da construção civil aos chips
O engenheiro visionário do Vale do Silício se chama Zhu Yiming e fundou a CXMT (ChangXin Memory Technologies), a maior fabricante chinesa de chips de memória DRAM. Quando abriu seu capital em Xangai, suas ações subiram 500% no primeiro dia, ultrapassando a Intel em valor de mercado. Em 2018, Zhu prometeu não receber seu salário até que a empresa se tornasse lucrativa. Ele cumpriu sua promessa.
Zhu não está sozinho nessa nova onda de milionários chineses que fizeram a transição de construir suas fortunas nas indústrias siderúrgica, da construção civil ou imobiliária para jovens empreendedores cujas startups se tornaram a vanguarda da ...
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