Na Seul, a capital da Coreia do Sul, centenas de pessoas se reuniram em um parque às margens do rio Han, no dia 2 de maio, para participar de uma competição totalmente fora do comum: dormir. Organizado pelo governo local, o "Concurso de Soneca Revigorante" desafia participantes a alcançar o sono mais profundo possível no local, monitorado até por frequência cardíaca. Apesar do estranhamento, o concurso revela um problema muito mais sério, que é a dificuldade de uma população inteira em simplesmente descansar.
Concurso de cochilo na Coreia do Sul é reflexo de uma sociedade exausta
O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han já alertava, em seu livro "A Sociedade do Cansaço", que a busca incessante por produtividade transformaria o indivíduo em seu próprio explorador. Hoje, 26 anos após a publicação do livro, a realidade parece não só persistir, como ter se intensificado, e hoje ganha formas concretas nas ruas de Seul, inclusive de maneiras inesperadas.
No início de maio, o governo da cidade reuniu centenas de participantes em um parque às margens do rio Han para a terceira edição do concurso de soneca revigorante. O objetivo é avaliar quem consegue atingir o sono mais profundo, com monitoramento de sinais como a frequência cardíaca, em um país marcado por rotinas intensas e privação crônica de sono.
Para participar, o competidor precisa seguir algumas regras: chegar cansado, de barriga cheia e, de preferência, vestido de acordo com a ocasião. Durante a prova, os participantes recebem ...
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