O supercomputador Frontier do Oak Ridge National Laboratory (ORNL), vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, é um dos mais poderosos do planeta. Atualmente, é o segundo melhor supercomputador em escala exa, atrás de El Capitan (também nos EUA), de acordo com a classificação TOP500.
Essas máquinas estão sendo utilizadas por pesquisadores para tentar resolver alguns dos problemas mais complexos que a humanidade enfrenta. E um deles é o comportamento do plasma quando ele se encontra sob a influência de um campo magnético.
Um grupo de pesquisadores do ORNL está usando duas das ferramentas mais poderosas de que o ser humano dispõe atualmente, o supercomputador Frontier e a inteligência artificial (IA), para entender com a máxima precisão possível o comportamento caótico do plasma das estrelas. Uma observação importante antes de continuar: o plasma é um gás extremamente quente formado por partículas dotadas de carga elétrica, por isso pode ser confinado no interior de um campo magnético.
Esse conhecimento, em teoria, pode ajudar os cientistas a simular com muita precisão as supernovas, que nada mais são do que as explosões que ocorrem quando uma estrela massiva perde o equilíbrio hidrostático ao queimar a maior parte de seu combustível. Quando uma supernova é desencadeada, boa parte dos elementos químicos que a estrela produziu por meio de reações de fusão nuclear é lançada para o espaço com muita energia.
Das supernovas aos reatores experimentais de fusão nuclear
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