Se a guerra recomeçar, os EUA enfrentarão um risco sem precedentes na história militar: o de que o Irã seja a única nação com mísseis

Pela primeira vez, o fator crítico pode não ser a superioridade dos EUA, mas a persistência de um rival que ainda possui mísseis suficientes

28 abr 2026 - 09h21
(atualizado às 11h12)
Foto: Xataka

Durante semanas, os comandantes aliados não conseguiam entender por que seus sistemas mais avançados não interceptavam todos os projéteis que caíam sobre as cidades. A surpresa foi imensa quando perceberam que, em meio à Guerra do Golfo, apenas alguns mísseis Scud lançados irregularmente foram suficientes para forçar o deslocamento de enormes recursos defensivos e interromper o ritmo de toda uma campanha militar.

Matemática dos mísseis

Após semanas de guerra, o conflito no Oriente Médio deixou de ser apenas uma questão de capacidade militar e se tornou um problema de estoques específicos, com números que condicionam qualquer decisão futura.

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A CNN noticiou, com base na análise mais recente do CSIS, que os Estados Unidos já consumiram quase 45% de seus mísseis de ataque de precisão, cerca de 50% de seus interceptores THAAD e Patriot, além de aproximadamente 30% de seus mísseis Tomahawk e mais de 20% de seus mísseis JASSM. Em outras palavras, embora esses níveis não impeçam a continuidade das operações no curto prazo, reduzem significativamente a capacidade de sustentar outro conflito de alta intensidade em paralelo, especialmente contra um adversário como o Irã.

Não se trata de disparar, mas sim de reabastecer

Reabastecer esses sistemas apresenta uma limitação clara: a produção anual mal chega a 100 unidades do míssil Tomahawk e menos de 500 do JASSM-ER, enquanto interceptores como o SM-3 ou o SM-6 têm taxas de produção ainda menores.

Mesmo com contratos para expandir a produção, o ...

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