'Capela Sistina da Pré-história': como quatro garotos encontraram uma das galerias rupestres mais importantes do mundo

Descobertas em 1940, as Cavernas Lascaux estão fechadas ao público desde 1963, após visitações frequentes provocarem a deterioração do local

22 abr 2026 - 20h18
Gravura nas paredes das Cavernas Lascaux, um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo
Gravura nas paredes das Cavernas Lascaux, um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo
Foto: Wikicommons

A curiosidade de quatro meninos levou à descoberta de um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo: as Cavernas Lascaux, na França, são consideradas como uma 'galeria' de arte rupestre, com mais de 2 mil desenhos, especialmente de animais, com idade estimada entre 15 e 18 mil anos. 

Apelidadas de 'Capela Sistina da Pré-história', as Cavernas Lascaux ficam na região de Montignac, no sudoeste da França, e foram descobertas em setembro de 1940, época em que o país estava sob ocupação do regime nazista. 

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Na ocasião, quatro adolescentes, Marcel Ravidat, Jacques Marsal, Georges Agnel e Simon Coencas, foram os primeiros a encontrar o complexo. Intrigados pela descoberta, eles avisaram sobre o achado a um professor que, por sua vez, contatou o pré-historiador Henri Breuil.

Breuil estava na região sob refúgio durante a guerra e acabou se tornando o primeiro pesquisador a registrar o sítio arqueológico. Desde então, foram identificadas 680 pinturas e cerca de 1,5 mil gravuras nas paredes da caverna. 

O complexo foi dividido em seções, para facilitar a identificação das pinturas, e uma das mais famosas é a Sala dos Touros, com a representação de duas fileiras de bovinos. Também foram pintados cavalos, cervos e um urso, além de outros animais não identificados. 

Parte da Sala dos Touros, uma das galerias mais importantes das Cavernas Lascaux
Foto: Wikicommons

Em 1948, as Cavernas Lascaux foram abertas à visitação e chegaram a receber, na década de 1960, cerca de 1,8 mil visitantes por dia. O alto índice de visitação, no entanto, levou os pesquisadores a perceberem que o local estava se degradando rapidamente. 

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Entre as causas apontadas estão o calor corporal, o vapor de água e o fluxo de gás carbônico produzido pelos visitantes, o que acelerou a deterioração das pinturas nos anos em que o complexo foi aberto. 

O prejuízo foi tamanho que levou as autoridades a decretarem o fechamento das galerias ao público em 1963 e, desde então, o espaço não recebeu mais visitações. A partir daí, as pesquisas se concentraram em controlar a atmosfera interior da gruta. 

Como alternativa à procura turística, foi construída uma réplica representativa da caverna, batizada de Lascaux II e inaugurada em 1983, duas décadas após o fechamento do complexo. O espaço fica em uma outra caverna, localizada a 200 metros das cavernas originais, onde as obras rupestres foram fielmente reproduzidas.

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Fonte: Portal Terra
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