Durante a Guerra do Golfo, um grupo de soldados iraquianos foi localizado no meio do deserto não por patrulhas terrestres, mas por imagens de satélite que detectaram marcas recentes de veículos na areia. Esse episódio marcou um dos primeiros momentos em que a observação a partir do espaço se tornou tão decisiva quanto o disparo a partir do solo.
Satélite como arma invisível
Uma série de documentos vazados, obtidos pelo Financial Times, revelou que o Irã não possuía apenas mísseis e drones para atacar bases americanas, mas também uma ferramenta muito mais silenciosa e decisiva: um satélite de observação capaz de fornecer coordenadas precisas antes e depois de cada ataque.
O sistema, conhecido como TEE-01B, foi adquirido pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica no final de 2024, após seu lançamento da China, e permitiu que os comandantes iranianos monitorassem instalações importantes em toda a região, identificassem alvos com um nível de detalhamento sem precedentes para o país e avaliassem o impacto de seus ataques quase em tempo real. Em outras palavras, o que parecia ser um confronto direto, na verdade, ocultava uma camada prévia de inteligência orbital que multiplicava a eficácia de cada operação.
Acordo secreto
O veículo de comunicação noticiou, em reportagem exclusiva, que por trás dessa capacidade reside um acordo pouco conhecido, porém estratégico, com atores chineses. Esse acordo não apenas facilitou o acesso ao satélite já em órbita, como também à ...
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