Estudo mostra que crescimento dos neandertais era diferente do nosso: corpo primeiro, cérebro depois

A sobrevivência era a prioridade, então quanto mais tempo o corpo permanecesse frágil, pior

18 abr 2026 - 09h24
Foto: Xataka

Embora possa parecer estranho, a infância humana é uma raridade evolutiva. E, para entender isso, basta observar que, diferentemente de outros primatas, nós, Homo sapiens, levamos muito tempo para nos desenvolver, amadurecer e nos tornar independentes fora do núcleo familiar. Mas… somos os únicos com essa "má" evolução? Para responder a essa pergunta, a ciência foi investigar nossos primos evolutivos, os neandertais, para ver se eles também tinham pressa para crescer ou se apresentavam um desenvolvimento mais lento.

Até hoje não existe nenhuma máquina do tempo que nos permita voltar ao período em que os neandertais dominavam o planeta, mas podemos "ver" isso por meio dos fósseis que vão sendo encontrados. Neste caso específico, a ciência analisou os restos de Amud 7, um bebê neandertal de entre 6 e 14 meses de idade encontrado em Israel.

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O estudo de esqueletos infantis no registro fóssil é complexo porque os ossos de bebês são frágeis, pequenos e raramente sobrevivem à passagem do tempo. Ainda assim, a equipe liderada pela pesquisadora Ella Been conseguiu analisar 111 elementos ósseos desse lactente encontrado na caverna de Amud.

Ao estudar o esqueleto, os pesquisadores descobriram que o desenvolvimento ósseo de Amud 7 ocorria em um ritmo que hoje nos pareceria vertiginoso, de tão avançado que estava. Sua fisiologia já apresentava características neandertais muito claras, apesar da pouca idade, confirmando que as diferenças morfológicas entre a nossa espécie e a deles se ...

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