Com estimados 4 mil anos de idade, oliveira de Vouves, na Grécia, muda o que sabíamos sobre a longevidade dessa espécie

Sabíamos que as oliveiras eram árvores capazes de viver muito, mas não que chegavam a tanto

16 abr 2026 - 08h08
Foto: Xataka

A oliveira é, sem dúvida, uma das árvores mais icônicas da bacia do Mediterrâneo. Os olivais povoam os campos do sul da Europa e do Levante desde tempos imemoriais, mas a longevidade dessa espécie é tamanha que a história de algumas dessas árvores remonta, no mínimo, à Antiguidade.

Um exemplo disso é a oliveira de Vouves, localizada na ilha grega de Creta.

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As estimativas mais conservadoras atribuem a essa árvore cerca de 2.000 anos de idade. Isso implicaria que, ao longo de sua vida, ela pode ter sido testemunha silenciosa de eventos como a divisão do Império Romano, a queda de Bizâncio e do Império Otomano e, claro, o nascimento da Grécia contemporânea.

As estimativas mais amplas calculam que essa árvore poderia alcançar 4.000 anos de idade. Isso não apenas a tornaria contemporânea de figuras como Pitágoras, Aristóteles e Alexandre, o Grande, como também implicaria que essa planta nasceu na Creta minóica e testemunhou o colapso da Idade do Bronze Tardia, um dos eventos mais intrigantes ocorridos nos primórdios da história como a entendemos.

Mas talvez o detalhe mais surpreendente de tudo isso seja que a oliveira de Vouves continua dando frutos.

Isso levou muitos a se perguntarem: como isso é possível? O que faz com que esse exemplar e sua espécie, em geral, sejam tão longevos?

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