Cientistas resolvem o maior problema dos novos painéis solares: utilizar o mineral perovskita em escala industrial

Nova técnica dos painéis solares "tandem" evapora os materiais a apenas alguns milímetros de distância e alcança velocidades de produção nunca vistas

27 mai 2026 - 09h15
Perovskita
Perovskita
Foto: Eurekalert / Xataka

A energia solar tem uma clara favorita para liderar o futuro: as células solares "tandem", que empilham múltiplos materiais semicondutores. Ao combinar o tradicional silício com uma camada superior da revolucionária perovskita, cria-se um "superpainel". A perovskita absorve a luz de alta energia e de comprimento de onda curto, enquanto o silício completa o trabalho com as ondas mais longas. O resultado é capturar uma parcela muito maior do espectro solar e gerar mais eletricidade do que os painéis tradicionais.

O problema é que a perovskita é um mineral complicado. Esse material performa bem no laboratório, mas fabricar essas camadas ultrafinas em larga escala, de forma uniforme e rápida, se mostrou um verdadeiro pesadelo técnico — a tecnologia corria o risco de permanecer como uma promessa eterna. Agora, cientistas demonstraram que o problema não era o material, mas o método.

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O recorde dos 10 minutos

Uma equipe de pesquisadores do Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha, e da Universidade de Valência, apoiados por instituições da França e da Argentina, acaba de publicar um marco histórico na Nature Energy. Eles desenvolveram um processo a vácuo ultrarrápido e sem solventes que deposita a camada de perovskita em um ritmo nunca visto antes. Conseguiram fabricar células tandem com uma eficiência elevadíssima de 24,3% e um processo de conversão que leva apenas 10 minutos.

Para entender o que isso representa, é preciso olhar para os números da fábrica. Como explica o ...

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