Pode parecer ficção científica, mas cientistas finalmente registraram algo que, por décadas, existia apenas como hipótese: árvores literalmente "brilhando" durante tempestades. O fenômeno, (chamado de descarga corona ou efeito corona) observado pela primeira vez em ambiente natural, revela um comportamento elétrico surpreendente e possivelmente importante para o próprio ar que respiramos.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Penn State (link no primeiro parágrafo), que passaram semanas perseguindo tempestades nos Estados Unidos com uma van equipada com instrumentos científicos. O objetivo era capturar evidências das chamadas descargas corona, pequenas emissões elétricas que ocorrem nas pontas das folhas. Veja a imagem abaixo:
Um brilho invisível a olho nu
As descargas corona não são como relâmpagos tradicionais. Elas acontecem em escala muito menor, formando um brilho sutil (quase imperceptível) que pode ser detectado principalmente na faixa ultravioleta.
Durante uma tempestade, nuvens carregadas eletricamente criam um desequilíbrio: cargas negativas no céu atraem cargas positivas no solo. Essa energia sobe pelas árvores e se concentra nas extremidades mais finas, como as pontas das folhas.
É nesse ponto que o campo elétrico se intensifica o suficiente para gerar pequenos "flashes" luminosos. Na prática, é como se as copas das árvores fossem envolvidas por halos elétricos cintilantes, algo invisível para nós, mas claramente captado pelos instrumentos.
A primeira confirmação ...
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