As mudanças perceptíveis na paisagem marciana são muito lentas. Estima-se que possam levar milhões de anos para ocorrer, já que o planeta é considerado bastante estático nesse aspecto. No entanto, cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) detectaram uma mudança que ocorreu muito mais rapidamente — tão rapidamente que humanos da mesma geração já a perceberam.
Da Viking à Mars Express
A Câmera Estereoscópica de Alta Resolução (HRSC) da Mars Express capturou imagens que chamaram a atenção dos cientistas da ESA encarregados de analisá-las. Essas imagens mostram uma grande área coberta por cinzas.
Essas cinzas já estavam presentes em outras fotos tiradas pelas sondas Viking da NASA em 1976. No entanto, a quantidade era muito menor naquela época. É surpreendente o quanto elas se proliferaram em apenas 50 anos.
Origem vulcânica
A origem dessas cinzas é bastante clara. Sabe-se que o material vulcânico é rico em minerais máficos, que se formam em altas temperaturas. Olivina e piroxênio são dois bons exemplos. Esses minerais têm uma aparência escura, muito semelhante à das cinzas vistas nas fotos.
Portanto, deve ter origem vulcânica. Além disso, Marte é caracterizado por significativa atividade vulcânica e abriga o maior vulcão do Sistema Solar: o Olympic Mons. Todas as pistas apontam para uma origem vulcânica.
O vento espalhou ou descobriu as cinzas
O que não está tão claro é como tanta cinza apareceu em tão pouco tempo. Pesquisadores da ESA acreditam que isso se deve ao vento. Os ventos ...
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