Durante a madrugada desta quarta-feira, 22, a chuva de meteoros Líridas atinge seu pico e tem melhor visibilidade no céu. Segundo informações do Observatório Nacional, este ano há boas chances de observação do fenômeno em diversas regiões do Brasil.
O fenômeno acontece anualmente quando a Terra atravessa uma trilha de detritos deixada pelo cometa C/1861 G1 (Thatcher). O primeiro registro da chuva de meteoros Líridas pela humanidade tem 2,7 mil anos.
Ainda segundo o Observatório Nacional, a configuração da Lua neste ano favorece a observação.
Apesar de estar na fase crescente, o satélite natural se põe ainda no início da noite, garantindo um céu mais escuro durante as horas de maior atividade dos meteoros, especialmente nas madrugadas de 21 para 22 e de 22 para 23 de abril.
Como e quando observar no Brasil?
A recomendação é iniciar a observação na madrugada de terça para quarta, a partir das 2h da manhã, no horário de Brasília. A partir desse horário, o radiante, que é o ponto de onde os meteoros parecem surgir, começa a se elevar no horizonte Norte, na direção da constelação de Lira, onde está a estrela Vega.
Locais afastados de luz artificial podem aumentar as chances de visualização. Apesar de a taxa média ser de cerca de 18 meteoros por hora, considerada moderada, as Líridas são conhecidas por eventuais picos inesperados de atividade.
No Brasil, regiões do Norte e Nordeste tendem a ter melhor visibilidade para o fenômeno, já que o radiante aparece mais alto no céu. Ainda assim, mesmo em outras áreas do País, será possível observar meteoros mais brilhantes, alguns deles com flashes rápidos e intensos, de cerca de 49 km/s.
Monitoramento
Apesar de não haver previsão de picos intensos para 2026, o Observatório Nacional diz que redes como a EXOSS, de observação de meteoros, seguem monitorando variações na trilha de detritos que podem elevar temporariamente a atividade.
Do ponto de vista da observação, as Líridas costumam produzir meteoros brilhantes e, em alguns casos, as chamadas "bolas de fogo", que têm grande impacto visual.
A chuva tem origem no cometa C/1861 G1, que completa uma órbita ao redor do Sol em cerca de 415 anos. O rastro deixado é observado há milênios, com registros que remontam a 687 a.C.