O que esperar do conteúdo de ciência do São Paulo Innovation Week? Veja temas e palestrantes

De Marte ao cérebro, passando por IA e filosofia, trilha do festival em maio reunirá pensadores para explorar as grandes perguntas do nosso tempo; veja como garantir ingresso

20 abr 2026 - 10h11

Entre todas as trilhas do São Paulo Innovation Week, a de Ciências traduz, com precisão única, o espírito do festival de inovação, tecnologia e empreendedorismo promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos. É uma programação marcada pela inquietação, curiosidade e pela recusa em aceitar respostas fáceis.

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Em um momento em que tecnologia e inovação avançam em ritmo vertiginoso, a ciência oferece a evidência, o fato concreto, o "pé no chão", mas abre espaço para novos porquês. A trilha, com curadoria do cientista Marcelo Gleiser, é um convite a olhar para o universo, para o cérebro, para a tecnologia e para nós mesmos, com mais perguntas do que certezas.

Entre 13 e 15 de maio, pensadores se encontram em São Paulo para discutir o que sabemos e aquilo que ainda não conseguimos explicar.

O SPIW vai ocupar espaços simbólicos da cidade: a Arena Pacaembu e a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Assinantes do Estadão podem comprar ingressos com 35% de desconto: para adquirir o passaporte para os três dias de evento. Não assinantes podem acessar este link.

No dia 12, a jornada começa com um encontro raro: "Dois Apaixonados pelo Cosmos — Ao Vivo". Sem roteiro, Gleiser e o cientista Adam Frank propõem uma conversa genuína sobre o universo, seus mistérios e o futuro da ciência.

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A mesma data traz uma das histórias mais inspiradoras da trilha. O engenheiro Ivair Gontijo relata sua trajetória improvável, do interior de Minas Gerais à construção e monitoramento de sondas para exploração em Marte como cientista da Nasa. É uma reflexão sobre limites, ambição e pertencimento ao universo. Leia aqui entrevista com Gontijo.

A ciência das emoções ganha protagonismo com Daniel Goleman, considerado o pai da inteligência emocional. O psicólogo e escritor revisita ideias que se tornaram ainda mais urgentes na era da inteligência artificial: pensar não basta; é preciso saber sentir.

Já em "Pergunte à Ciência, Sem Filtro", Gleiser se junta aos divulgadores Pedro Loos e Sergio Sacani em um formato aberto, onde perguntas valem mais do que respostas prontas.

Pedro Loos é o criador do canal do YouTube Ciência Todo Dia, no qual produz conteúdos sobre temas como física, astronomia e tecnologia. Também participa do podcast Sinapse, voltado à divulgação científica, e produz conteúdos para outras redes sociais, como Instagram e TikTok.

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Sérgio Sacani é geofísico, youtuber e fundador do Space Today, maior canal de astronomia do Brasil.

Em um mundo cada vez mais automatizado, o que ainda nos torna essencialmente humanos? Gleiser propõe uma reflexão que vai além da tecnologia e toca na própria construção de sentido.

"A inteligência artificial não pensa. Não sente. Não narra. Ela calcula, com uma velocidade e escala que nos espantam. Mas o espanto não deve ser confundido com abdicação. Somos animais que constroem sentido através de histórias. Se delegarmos essa capacidade às máquinas, não perderemos apenas eficiência, perderemos o fio que nos conecta a nós mesmos", diz Gleiser.

A americana Rebecca Goldstein é filósofa, escritora e palestrante do São Paulo Innovation Week
A americana Rebecca Goldstein é filósofa, escritora e palestrante do São Paulo Innovation Week
Foto: Rebecca Goldstein/Divulgação / Estadão

Outra convidada, a bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fala sobre sua pesquisa de décadas com a polilaminina.

A trilha se encerra com dois dos grandes nomes do pensamento contemporâneo. O psicólogo e linguista canadense Steven Pinker defende o papel da racionalidade em tempos de desinformação, enquanto a filósofa Rebecca Goldstein investiga uma das forças mais silenciosas e poderosas da experiência humana: a necessidade de ser visto, reconhecido e significativo. Leia aqui entrevista com a americana.

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