Mais de 1.600 anos após o desaparecimento do lendário Farol de Alexandria, construído pelo Reino Ptolomaico entre 280 e 247 a.C, arqueólogos estão trazendo à tona blocos de pedra colossais, alguns com até 80 toneladas, que podem ter feito parte dessa impressionante estrutura.
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Submersos nas águas do Mediterrâneo, esses vestígios vêm sendo estudados há décadas. Agora, o projeto Pharos conseguiu recuperar 22 desses blocos monumentais, revelando detalhes inéditos sobre uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo.
Construído no século III a.C., o farol serviu como guia essencial para navegadores por séculos, até ser destruído por uma série de terremotos. Seus restos ficaram espalhados no fundo do mar, onde permanecem até hoje como peças de um gigantesco quebra-cabeça histórico.
Após quase três décadas de pesquisas subaquáticas, os avanços tecnológicos tornaram possível retirar algumas das maiores estruturas já identificadas. Cada pedra recuperada passa por um processo de digitalização em alta precisão, utilizando técnicas de fotogrametria.
Segundo a Fundação Dassault Systèmes, o objetivo é ampliar o acervo digital, que já conta com mais de 100 blocos mapeados, e permitir uma reconstrução virtual detalhada do farol.
Com base nesses modelos, além de registros históricos e representações antigas, os pesquisadores buscam recriar fielmente a grandiosidade do Farol de Alexandria, peça por peça, como se montassem um quebra-cabeça monumental perdido no tempo.