Estados Unidos estão à beira de uma das maiores revoluções na guerra e na medicina moderna: sangue em pó

Se bem-sucedido, método poderá redefinir a medicina de guerra, levando a capacidade de salvar vidas diretamente para onde ela é mais necessária

5 mai 2026 - 11h09
(atualizado às 12h45)
Imagem | DARPA
Imagem | DARPA
Foto: Imagem | DARPA / Xataka

Em 1667, o médico francês Jean-Baptiste Denis realizou uma das primeiras transfusões da história, utilizando sangue de cordeiro em um paciente humano, convicto de que isso poderia acalmar seu comportamento e salvar sua vida. O experimento gerou tanta controvérsia que foi proibido em diversos países por décadas, deixando uma lição que acompanha a medicina desde então: quando se trata de reposição sanguínea, cada avanço abre uma porta… e também um risco difícil de prever.

Experimento redefine a medicina de guerra

Muita coisa aconteceu desde o teste de Denis, mas agora ele volta a ser notícia com o desenvolvimento de um substituto sanguíneo em pó, que representa um dos avanços mais ambiciosos na preparação militar para futuros conflitos, onde as condições já não garantem evacuações rápidas ou acesso imediato a hospitais.

Publicidade

Nesse contexto, a ideia de transformar sangue em recurso portátil e estável deixa de ser ficção científica e se torna solução, ou talvez necessidade operacional. O Insider noticiou que, para o Pentágono, o que está em jogo não é apenas melhorar a logística, mas mudar a forma como vidas de soldados são salvas em ambientes onde cada minuto conta e a infraestrutura médica pode ser inexistente.

"Elixir" que busca nudar a guerra

O programa liderado pela DARPA conseguiu transformar um conceito complexo em uma solução potencialmente revolucionária: um substituto sanguíneo em pó que pode ser armazenado, transportado e ativado em questão de segundos.

Este sistema é apresentado...

Veja mais

Publicidade

Matérias relacionadas

Esqueça os esportes tradicionais: Coreia do Sul, o país da privação do sono, aposta em competição atípica para descobrir quem consegue dormir melhor

A COVID nos lembrou, da pior maneira possível, o quão pouco sabemos sobre o nosso olfato: acabamos de descobrir o seu próprio "Google Maps"

A China está passando por uma primavera nuclear e precisa de urânio em toneladas; sua solução: um material que o "extrai" do mar

Hantavírus em cruzeiro: entenda o que é a doença e quais são os sintomas do surto no Atlântico

O plano mais estranho da guerra está pronto: guiar os 1.000 navios presos em Ormuz, confiando que ninguém abrirá fogo

TAGS
É fã de ciência e tecnologia? Acompanhe as notícias do Byte!
Ativar notificações