De acordo com a psicologias, adultos que retornam a jogos da infância não estão em busca de diversão: estão buscando quem um dia já foram

Ao jogar jogos retrô, buscamos uma versão de nós mesmos que não existe mais

23 mai 2026 - 09h15
(atualizado em 24/5/2026 às 10h48)
Imagem | Matthieu Tuffet
Imagem | Matthieu Tuffet
Foto: Imagem | Matthieu Tuffet / Xataka

Cada vez mais jogadores estão retornando aos bons e velhos títulos do passado — jogos que foram sucessos anos atrás.

E isso apesar da lista cada vez maior de lançamentos recentes acumulando poeira em suas bibliotecas virtuais. Em vez da trilogia épica Mass Effect que compraram por cinco euros em uma promoção, eles estão jogando Pokémon FireRed pela décima vez.

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Por que fazemos isso conosco? Isso soa familiar?

De acordo com pesquisas psicológicas, não se trata de buscar prazer ou mero entretenimento — trata-se de retornar a um lugar que não existe mais.

Videogames como máquina do tempo

Seu dia de trabalho foi longo, sua cabeça está girando com planilhas do Excel e as mensagens não lidas do Teams continuam se acumulando.

Finalmente em casa, você se joga no sofá, exausto. Mas, em vez de iniciar o último lançamento gráfico de sucesso, você salta através de uma pintura virtual no lendário Super Mario 64.

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Por que nosso cérebro escolhe a cidade inundada de 1996 em um momento como esse? A equipe de pesquisa de mídia liderada por Tim Wulf (Universidade de Colônia) demonstrou que os jogos retrô servem como um poderoso recurso psicológico.

Máquinas do tempo digitais

A diferença crucial em relação a filmes ou músicas antigas reside na interatividade: uma música permite que você ouça passivamente, mas um videogame exige suas ações. Ao pegar o controle, não apenas sua memória visual é ativada, mas também suas habilidades motoras e senso espacial. Você não está olhando para o passado através de uma ...

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