Em menos de uma década, o número de satélites em órbita ao redor da Terra mais que dobrou. Atualmente, há cerca de 18 mil equipamentos desse tipo em operação, e mais da metade faz parte de grandes constelações, como a Starlink, da SpaceX.
O risco representado por essa enorme quantidade de satélites já é bastante conhecido. O que ainda se discute bem menos é o impacto na atmosfera dos lançamentos necessários para colocar esses equipamentos em órbita.
Segundo uma estimativa conservadora feita por pesquisadores da University College London, o lançamento dessas megaconstelações poderá responder, até 2029, por cerca de 42% do impacto climático total do setor espacial. De acordo com os especialistas, tanto os lançamentos de foguetes quanto a queima de equipamentos já desgastados durante a reentrada na atmosfera deixam fuligem nas camadas mais altas do ar.
Eloise Marais, líder da pesquisa, explica que a fuligem absorve com muita eficiência a luz solar que chega ao planeta. Com isso, ela pode aquecer o ambiente ao redor, ao mesmo tempo em que provoca um efeito de resfriamento nas camadas mais baixas da atmosfera.
À primeira vista, isso poderia soar como uma boa notícia, já que pareceria ajudar a conter parte do aquecimento global. Mas a situação está longe de ser tão simples, segundo o IFLScience. A fuligem pode reduzir a quantidade de luz solar que chega ao solo em todo o espectro da luz, o que pode atrapalhar a fotossíntese das plantas e, como consequência, diminuir a produtividade ...
Matérias relacionadas
Zack Snyder dirigirá o remake de um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos