Ao longo dos anos, a indústria aeroespacial tem trabalhado no desenvolvimento de foguetes impulsionados por combustíveis sólidos. Eles apresentam várias vantagens, como simplicidade, longa vida útil e alta relação empuxo-peso. No entanto, possuem uma grande desvantagem: uma vez que esses combustíveis começam a queimar, continuam até se esgotarem. Não há como interromper e reiniciar a reação, como costuma ser feito em manobras espaciais.
Apesar disso, um grupo de cientistas da Aerospace Corporation, da Universidade do Sul da Califórnia e da Naval Postgraduate School vem trabalhando no desenvolvimento de combustíveis sólidos de nova geração nos quais esses problemas sejam resolvidos. Por enquanto, eles têm apenas uma prova de conceito em laboratório, mas os primeiros resultados experimentais são bastante promissores.
Os combustíveis sólidos são blocos de propelente que já incluem em sua composição a substância oxidante, que, com a ignição inicial, desencadeia a reação de combustão. O problema é que, uma vez iniciada, não há como parar ou reiniciar essa queima. Seria útil utilizar eletricidade para controlar quando a combustão começa e quando para, mas, até agora, isso não havia sido possível.
Esses cientistas desenvolveram seu combustível sólido com a ajuda de um polímero líquido iônico. Embora ele seja processado para fazer parte de uma matriz sólida, mantém as propriedades de condutividade elétrica dos sais fundidos a partir dos quais foi produzido.
Por outro lado, esse novo ...
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