A maneira como o Brasil trata a vida selvagem pode estar diretamente conectada com a colonização, sugere novo estudo

15 mai 2026 - 17h51
(atualizado às 18h15)
Onça pintada
Onça pintada
Foto: Unpslash/Ramon Vloon / Xataka

A forma como enxergamos e interagimos com os animais selvagens não é apenas uma escolha individual, mas um reflexo de heranças culturais profundas. Um estudo internacional inédito, liderado pela Universidade do Estado do Colorado (CSU), revelou que as raízes coloniais europeias ajudam a explicar por que a América Latina — incluindo o Brasil — trata a vida selvagem de forma tão distinta dos Estados Unidos e do Canadá.

A pesquisa identifica dois valores principais: o mutualismo e a dominação. Enquanto a América Latina tende a ver os animais como parte de uma comunidade social, merecedores de direitos semelhantes aos humanos (mutualismo), a América do Norte os enxerga predominantemente como recursos a serem gerenciados e utilizados para o benefício humano (dominação).

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O peso da colonização e da religião

Os pesquisadores traçaram essa divergência até as instituições estabelecidas pelos colonizadores séculos atrás. A Grã-Bretanha, que colonizou o norte, trazia uma mentalidade mais voltada para o controle do ambiente e a extração organizada. Além disso, a orientação religiosa protestante do norte da Europa nos séculos XVI e XVII enfatizava o domínio humano sobre a natureza.

Já a colonização por Portugal e Espanha na América Latina trouxe influências do sul da Europa, onde a visão era mais mutualista. O estudo destaca que:

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