A cena se desenrolou no auge da Guerra Fria, quando vários astrônomos britânicos detectaram um sinal periódico de um radiotelescópio tão estranho e preciso que o apelidaram internamente de "LGM-1": Pequenos Homens Verdes. Por semanas, alguns cientistas consideraram seriamente a possibilidade de ser uma mensagem artificial do espaço... até descobrirem que haviam encontrado o primeiro pulsar da história.
Nova corrida espacial passa pela América do Sul
A rivalidade entre os Estados Unidos e a China não se limita mais a Taiwan, ao Pacífico ou à indústria de semicondutores. O New York Times noticiou no fim de semana que ela também está se deslocando para alguns dos céus mais límpidos do planeta, em lugares como o Deserto do Atacama, os Andes argentinos e a Patagônia.
O que por décadas foram simplesmente projetos astronômicos compartilhados entre universidades se transformou num campo de batalha de competição estratégica. Washington suspeita que parte da infraestrutura espacial chinesa na América do Sul possa ser usada não apenas para observar o espaço profundo, mas também para rastrear satélites, apoiar comunicações militares ou expandir as capacidades tecnológicas de Pequim no Hemisfério Ocidental. A consequência é uma espécie de nova Guerra Fria, onde antenas, radiotelescópios e estações espaciais começam a ser vistos como ativos geopolíticos de primeira linha.
Radiotelescópio congelado
O caso mais notório é o da província argentina de San Juan. Lá, um gigantesco radiotelescópio ...
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