O MacBook Neo chegou com um segredo que alguns de nós já suspeitávamos. Seus chips não eram novos. Segundo o analista Ben Thompson, eram sobras do processo de fabricação: unidades que saíram da linha de montagem com um núcleo de GPU que falhou no controle de qualidade e que, em circunstâncias normais, iriam direto para a reciclagem.
Mas a Apple deu a eles uma segunda vida, colocando-os em um Mac de € 699 (cerca de R$ 4.201) e transformando o que poderia ter sido um subproduto da fabricação no coração de um de seus produtos de maior sucesso em anos.
O problema é que essa estratégia funcionou bem demais. O MacBook Neo vendeu tão rápido que o estoque desses chips está se esgotando, e a Apple agora enfrenta um dilema: ou encontra uma maneira de fabricar mais unidades a um custo mais alto ou deixa toda essa demanda sem ser atendida. Nenhuma das opções é fácil.
A engenharia por trás do preço atrativo do MacBook Neo
Para entender a situação, primeiro é preciso entender como funciona a fabricação de semicondutores. O A18 Pro do iPhone 16 Pro tem seis núcleos de GPU. Mas, durante o processo de produção na TSMC, alguns chips saem com um desses núcleos defeituoso. Geralmente, esses chips são descartados.
E, de acordo com a análise de Thompson, a Apple decidiu não descartá-los: usar essas unidades no MacBook Neo com o núcleo desativado, deixando-os com cinco núcleos de GPU.
Se essa interpretação estiver correta, significaria que esses chips são "gratuitos" para a Apple, nas palavras do próprio...
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