Saiba quanto ganham os astronautas da Nasa na missão Artemis 2

Mesmo com missão histórica, astronautas continuam recebendo seus salários regulares como funcionários do governo

9 abr 2026 - 17h05
(atualizado às 18h47)
Os membros da tripulação da Artemis II, o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen e os astronautas da NASA Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman
Os membros da tripulação da Artemis II, o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen e os astronautas da NASA Christina Koch, Victor Glover e Reid Wiseman
Foto: NASA

Nesta semana, os holofotes se voltaram para os astronautas da missão Artemis II, que protagonizaram um marco histórico ao contornar o lado oculto da Lua e alcançar a maior distância já percorrida por seres humanos no espaço. Após o feito histórico, muitos podem imaginar que os astronautas vão ganhar algum tipo de recompensa financeira extra, mas não é bem assim. 

A tripulação -- formada pelos norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen -- agora retorna à Terra após a missão. Apesar do feito inédito, não há nenhum tipo de recompensa financeira adicional à espera deles. Segundo o site Fortune, não existem bônus por desempenho, pagamento de horas extras ou adicional por risco.

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Os astronautas continuam recebendo seus salários regulares como funcionários do governo. Para os integrantes dos Estados Unidos, a remuneração gira em torno de US$ 152 mil por ano (cerca de R$ 780 mil), com base em dados de 2024. No caso do Canadá, os valores seguem uma estrutura semelhante, com variações dentro de uma faixa salarial.

Assim como outros servidores públicos em viagens de trabalho, os astronautas têm despesas básicas cobertas. Transporte, hospedagem e alimentação são fornecidos pela agência espacial, conforme confirmou um porta-voz da NASA à revista Fortune no ano passado. Além disso, eles recebem um pequeno valor diário, de US$ 5 (cerca de R$ 26), destinado a gastos diversos.

Sobre possíveis compensações extras, o astronauta Mike Massimino, que participou de duas missões do ônibus espacial, explicou ao site MarketWatch, em 2024, que não há benefícios financeiros adicionais vinculados ao tempo passado no espaço. “Não existe pagamento por risco, não há horas extras, não há compensações”, afirmou. “Não há qualquer incentivo financeiro para permanecer mais tempo no espaço”, completou, ressaltando que o trabalho é remunerado como uma jornada padrão de 40 horas semanais.

No caso específico da missão Artemis II, com duração estimada em 10 dias, esse subsídio diário totaliza cerca de US$ 50 (aproximadamente R$ 260) ao longo de toda a viagem.

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Ainda assim, a oportunidade de participar de uma missão como essa continua extremamente disputada. Segundo o Fortune, a turma de astronautas selecionada pela NASA em 2025, anunciada em setembro do ano passado, contou com apenas 10 escolhidos entre mais de 8 mil candidatos, uma taxa de aceitação de cerca de 0,125%, inferior até mesmo à de instituições altamente seletivas como Harvard e Stanford.

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Fonte: Portal Terra
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