Os celulares finalmente estão recebendo baterias com maior duração, algo que vínhamos solicitando há tempos. Mesmo sem serem mais pesados ou espessos, a tecnologia de silício-carbono permite maior capacidade sem os efeitos colaterais usuais. Bem, não exatamente, já que as novas baterias são mais suscetíveis ao estresse do carregamento e à ação do tempo. Isso contrasta com a tendência que vimos até agora: carregadores cada vez mais potentes.
Mais capacidade, menos espaço
O silício-carbono é uma evolução das baterias de íon-lítio. Os dois componentes são combinados no ânodo, ou polo negativo, que antes era feito de grafite. Essa combinação é uma evolução da tecnologia anterior, não uma mudança radical: elas mantêm um eletrólito líquido com sais de lítio dissolvidos, e o cátodo é feito de compostos de óxido de lítio com metais como níquel, cobalto ou manganês, dependendo do modelo.
A tecnologia de silício-carbono apresenta diversas diferenças em comparação com as baterias de íon-lítio clássicas:
- Densidade de energia. O silício armazena até dez vezes mais íons de lítio do que o grafite. Isso impacta a capacidade da bateria: mais carga no mesmo espaço físico;
- Velocidade de carregamento inicial. O silício absorve íons de lítio muito rapidamente, permitindo picos de corrente muito altos e carregamento ultrarrápido. No entanto, isso tem um preço: gera muito mais calor.
- Expansão do silício. Este material expande até três vezes o seu tamanho quando carregado e contrai na mesma proporção ...
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