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Casal mineiro adota três irmãos pretos pela busca ativa

Avisados no grupo de mensagens, em quatro meses aconteceu a adoção de meninos de cinco, nove e dez anos em Uberlândia

2 abr 2024 - 05h00
(atualizado em 9/4/2024 às 10h52)
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Resumo
Casal de Uberlândia (MG) encontrou três irmãos para adoção através da busca ativa. Eles tinham cinco, nove e dez anos quando foram adotados, em 2022. Para Daniel Costa, um dos pais, a busca ativa "é um mecanismo que, aliado ao cadastro no Sistema Nacional de Adoção, ajuda muito a reduzir o tempo no processo e as filas de adoção".
Casal que adotou perfil divergente sabe que a realidade dos abrigos é bem diferente da tendência dos adotantes
Casal que adotou perfil divergente sabe que a realidade dos abrigos é bem diferente da tendência dos adotantes
Foto: Arquivo pessoal

Daniel Costa, 33 anos, advogado e servidor público, e Vinícius Alves, 34 anos, autônomo, mineiros de Uberlândia (MG), entraram na fila de adoção e, através da busca ativa, realizaram a adoção rapidamente, em quatro meses.

O casal estava disposto a adotar três irmãos, com até dez anos de idade. A maioria dos adotantes prefere crianças, meninas, brancas e sem irmão, irmã ou ambos.

Através de grupo de mensagem autorizado pelo Judiciário, ficaram sabendo, em outubro de 2021, de três irmãos para adoção. Em dezembro, passaram férias juntos. O trio voltou para o Rio de Janeiro e, em fevereiro de 2022, voltaram para morar com os novos pais.

Daniel Costa considera que a busca ativa “é um mecanismo incrível que auxilia muito a formação de diversas famílias. Permite que crianças possam ser vistas por pessoas que, talvez, de outra forma, não as encontrariam”.

Ele conversou com o Visão do Corre sobre a adoção iniciada em um grupo de mensagens autorizado judicialmente.

O perfil incomum agilizou o processo de adoção?

Como nosso perfil era bem amplo, crianças de zero a sete anos, com possibilidade de se estender até 10 anos em caso de grupos de irmãos, e até três filhos, assim que habilitados, ingressamos na busca ativa.

Comemoração dos 33 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, que respalda ações como a busca ativa para adoção
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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/AB

Como souberam da busca ativa e por que optaram por ela?

Desde o preparo na habilitação, bem como nos cursos e em nossos estudos, soubemos da possibilidade da busca ativa. Como estávamos preparados, surgiu o interesse.

O processo judicial de adoção foi complicado?

Não. O Judiciário incentiva busca ativa. É um mecanismo que, aliado ao cadastro no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, ajuda muito a reduzir o tempo no processo e as filas de adoção.

Vocês encontraram seus filhos em um grupo de WhatsApp?

Entramos em um gerido por grupos de apoio à adoção, com registro oficial. Esses grupos recebem das varas de justiça as crianças que podem ser divulgadas. Assim que divulgaram sobre nossos filhos, manifestamos interesse. Aceitos pelo juiz, iniciamos a aproximação.

Quando começou a aproximação?

Em outubro de 2022, com um grupo de três irmãos, de cinco, nove e dez anos, à época. São dois pardos e um negro.

Qual sua opinião sobre a adoção no Brasil?

Infelizmente, o perfil procurado pela maioria é de crianças com, no máximo, cinco anos, saudáveis, brancas e meninas. A realidade dos abrigos é completamente diferente. Os que estão aptos à adoção, em sua maioria, não se enquadram nos perfis procurados. Cada vez mais crianças, maiores e adolescentes, ficam muito tempo, em geral até a maioridade, em casas de acolhimento.

Fonte: Visão do Corre
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