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Governo Federal irá dialogar com líderes comunitários do Brasil

Através do Ministério das Cidades, a Caravana das Periferias percorrerá 12 capitais do país; desta vez é em Belém (PA), já foram 6 capitais

12 mai 2023 - 16h58
(atualizado às 16h59)
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Guamá
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O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, promove o lançamento da Caravana das Periferias, com o objetivo de conhecer e potencializar os agentes territoriais que agem ativamente nas favelas brasileiras, como associações, coletivos, grupos e/ou agentes individuais. 

Essa é uma ação do Ministério das Cidades, que tem o principal objetivo de combater as desigualdades sociais e conhecer áreas urbanas onde as políticas públicas devem alcançar. A iniciativa da Caravana vem exatamente para compreender esses agentes, a partir de um diagnóstico dos temas e maneiras de potencializar as soluções.

A iniciativa visa muito mais do que apenas conhecer, mas também integrar essas iniciativas às políticas públicas inter setoriais do governo. Para tanto, a ação que começa nesta sexta-feira (12) na Usina da Paz, Guamá, Belém (PA), se reúne com os líderes comunitários para um momento de escuta do governo para com a comunidade. 

O evento acontecerá na Usina da Paz, projeto do programa estadual Territórios Pela Paz, em Belém (PA), que oferece mais de 80 serviços gratuitos para a comunidade do município, e começa às 18h. A Caravana também passará pelas cidades do Rio Janeiro, Recife e São Paulo. 

Para o diálogo, o evento contará com a presença de autoridades do ministério das cidades, da secretaria nacional de políticas para territórios periféricos, do governo do Pará e da prefeitura de Belém, juntamente com os representantes das iniciativas.

Agentes de Transformação das Favelas

É a partir da Caravana das Periferias que o Governo Federal pode diagnosticar as iniciativas periféricas mais potentes, seus temas e soluções. Atualmente, existem em média 13 mil favelas no Brasil, segundo dados do IBGE, que movimentam pelo menos R$ 202 bilhões por ano. 

Esses dados evidenciam como os empreendimentos periféricos já estão presentes e ativos nas comunidades, assim como os projetos que garantem moradia, alimentação, protagonismo e independência financeira. 

Jaqueline Amorim, CEO do G10 Bank, fintech que compõe o hub de negócios do G10 Favelas,  2ª maior favela de São Paulo, comenta sobre a importância do Governo Federal ser um aliado  para esses projetos e iniciativas: “Como empreender das e nas favelas? O G10 Bank entende a realidade periférica, por isso damos a oportunidade de um microcrédito acessível, análise de crédito e cursos de gestão financeira para os clientes“. A fintech já está há mais de um ano ativa nessa área.

Segundo representantes da secretaria nacional para territórios periféricos, “Com a Caravana das Periferias nós almejamos construir um plano nacional para os bairros periféricos brasileiros”. 

A secretaria também frisa: “É uma chance de observar o que a periferia já constrói a muito tempo de políticas públicas nos seus territórios. No fim das contas, esses coletivos já constroem políticas nas favelas. É necessário que o Estado reconheça que as periferias já tem essas soluções e as integrem nas polícias públicas estruturadas, reconhecendo a centralidade da periferia no debate urbano”. 

Sônia Pessoa, coordenadora da iniciativa AgroFavela, uma horta comunitária orgânica de 900m² no pavilhão social do G10 Favelas, que produz 3 toneladas de alimentos por ano e garante a entrega de 6 milhões de marmitas para pessoas em vulnerabilidade, comenta sobre a importância dessa ação: “Aqui temos vários setores voltados para o empreendedorismo local. Devemos ter conhecimento que a favela já é uma potência. Não somos coitadinhos, queremos oportunidades”. 

O empreendedorismo de periferia tem uma peculiaridade própria, os negócios e o impacto social andam de mãos dadas. Como é o caso da Associação de Mulheres de Paraisópolis, que impacta a vida das mulheres e direciona elas para garantir o protagonismo empresarial. 

“A gente só vai conseguir uma sociedade melhor quando pararem de falar e começarem a nos ouvir. Principalmente as mulheres, que têm feito um trabalho presente e diário nas periferias. A Caravana pode trazer essa identidade, que mostra as mulheres reais e que elas possam ser ouvidas”, afirma Flávia Rodrigues, presidente da Associação de Mulheres. 

Exemplos como esses mostram a importância de divulgar essas iniciativas, pois soluções reais como essas podem garantir que elas sejam multiplicadas por todo o Brasil, atingindo e mudando diversas comunidades pelo país. 

Para acompanhar a cobertura completa acesse o portal Terra Comunidades e o +Favela TV.

Fonte: Redação Terra
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