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Calor pode reduzir desempenho físico em até 25%; entenda

Estresse térmico obriga o organismo a trabalhar dobrado e pode gerar riscos graves à saúde se não houver adaptação adequada

9 jan 2026 - 19h33
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É comum notar que, mesmo com a motivação em alta, desempenho físico no calor não é o mesmo. O cansaço chega mais rápido e as cargas habituais parecem mais pesadas. Isso não é falta de condicionamento, mas uma resposta fisiológica direta à temperatura.

Dados apontam queda de 25% de desempenho físico no calor
Dados apontam queda de 25% de desempenho físico no calor
Foto: Shutterstock / Sport Life

Dados recentes da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) revelam que o desempenho nos exercícios pode cair em até 25% em dias de temperaturas elevadas. Essa queda brusca acontece devido à dificuldade do organismo em dissipar o calor gerado durante a atividade.

Quando nos exercitamos, nossos músculos produzem calor. Em dias frios, isso é facilmente controlado. No verão, o ambiente externo já está quente, o que resulta em um cenário de estresse térmico que sobrecarrega todo o sistema.

Queda do desempenho físico no calor

Durante o treino no verão, o corpo precisa dividir sua atenção. Ou seja, ele tenta enviar sangue tanto para os músculos (para manter o movimento) quanto para a pele (para resfriar o sistema via suor).

Zair Cândido, coordenador da UPX Sports, explica que essa disputa interna cobra um preço alto. "O corpo passa a trabalhar mais para dar conta do exercício e do calor ao mesmo tempo, visando manter o equilíbrio térmico e preservar as funções metabólicas", afirma o especialista.

O resultado é que sobra menos energia para a contração muscular. Logo, o cérebro, percebendo o risco de superaquecimento, envia sinais de fadiga precoce para obrigar você a diminuir o ritmo. É um mecanismo de defesa natural e necessário.

Riscos cardiovasculares e renais

A tentativa desesperada do corpo de se resfriar traz consequências que vão além do simples cansaço. A desidratação progressiva durante o treino altera a composição do sangue. Com menos água circulando, ocorre um aumento da viscosidade sanguínea.

Isso significa que o sangue fica mais "grosso" e, portanto, o coração precisa fazer mais força. Como consequência, pode ocorrer a elevação da pressão arterial e da frequência cardíaca mesmo em exercícios leves. Segundo Zair, isso aumenta o risco de acidentes cardiovasculares.

Além disso, há uma sobrecarga renal. Os rins filtram o sangue e dependem de hidratação adequada. Quando forçamos o desempenho físico no calor sem repor líquidos, colocamos esses órgãos sob estresse severo, o que pode levar a complicações agudas.

Colapso da eficiência metabólica

Outro fator que derruba a performance é a perda de eletrólitos. Em dias de calor intenso, um atleta pode perder até 1,5 litro de água apenas tentando regular a temperatura corporal. Junto com esse suor, vão embora sais minerais essenciais.

"Sem água e eletrólitos suficientes, a eficiência metabólica para a produção de energia fica comprometida", alerta o coordenador da UPX Sports. Sem essa energia química disponível, o músculo falha. É nesse momento que surgem as câimbras dolorosas, a tontura e a queda de pressão.

Sinais de que é hora de parar

Sintomas como náuseas, visão turva e pele fria e pegajosa indicam que o sistema de termorregulação entrou em colapso. Isso pode evoluir para a exaustão térmica ou insolação, quadros que exigem atendimento médico imediato. 

Respeitar essa queda de 25% no desempenho físico no calor não é "corpo mole", mas sim uma estratégia inteligente de sobrevivência e preservação da saúde a longo prazo.

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