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Nem tudo é labirintite: ABN alerta para importância do diagnóstico diferencial

Entenda a importância de desmistificar um dos sintomas mais prevalentes nos consultórios médicos e, ao mesmo tempo, um dos mais negligenciados

25 abr 2026 - 20h06
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É comum chamarmos qualquer sensação de tontura, vertigem ou desequilíbrio de "labirintite". Mas, na prática, esse uso popular transformou o termo em algo genérico - e, muitas vezes, impreciso. Segundo a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), essa simplificação pode atrasar diagnósticos importantes e impactar diretamente a qualidade de vida de quem enfrenta esses sintomas.

Nem toda tontura é labirintite: entenda as principais causas, sinais de alerta e por que o diagnóstico correto faz diferença no tratamento
Nem toda tontura é labirintite: entenda as principais causas, sinais de alerta e por que o diagnóstico correto faz diferença no tratamento
Foto: Reprodução: Canva/Prostock-Studio / Bons Fluidos

O mito da labirintite

A chamada labirintite, que é de fato uma inflamação do labirinto (estrutura do ouvido interno), é uma condição menos frequente do que se imagina. Como explica a neurologista Cristiana Borges Pereira, a tontura pode ter origens diversas - desde alterações no próprio ouvido até questões neurológicas ou cardiovasculares. Ou seja: mais do que um diagnóstico, ela é um sinal de alerta do corpo, que pede investigação cuidadosa e tratamento direcionado.

"O grande desafio é o diagnóstico diferencial. Muitas pessoas sofrem por anos tratando uma suposta labirintite com medicamentos paliativos, quando na verdade possuem condições como a VPPB (Tontura dos Cristais), Migrânea Vestibular (enxaqueca que causa tontura) e algumas tonturas centrais", explica a especialista. A tontura não deve ser tratada como uma consequência inevitável do envelhecimento ou do estresse.

Principais focos de atenção no diagnóstico diferencial

  • VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna): causada pelo deslocamento de pequenos cristais de cálcio dentro do ouvido. O tratamento não é medicamentoso, mas sim realizado através de manobras físicas específicas no consultório;
  • Migrânea Vestibular: uma variante da enxaqueca, onde a tontura é o sintoma predominante, podendo ocorrer mesmo sem a presença de dor de cabeça;
  • Doença de Menière: caracterizada por crises de vertigem, zumbido e perda auditiva flutuante;
  • Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP): uma condição crônica onde o paciente sente uma instabilidade constante, frequentemente associada a quadros de ansiedade após um episódio inicial de vertigem;
  • Vertigem aguda: em um paciente com uma primeira crise de vertigem com duração prolongada é importante considerar as hipóteses de neurite vestibular e também de doença vascular (AVC).

Sinais de alerta: Quando a tontura é uma emergência?

"Se a tontura vier acompanhada de visão dupla, dificuldade na fala, fraqueza em um dos lados do corpo ou uma dor de cabeça súbita e intensa, o paciente deve ser encaminhado imediatamente ao pronto-socorro", alerta a neurologista. Vale ressaltar que o tratamento adequado e específico de cada doença, baseado em evidências e exercícios de reabilitação vestibular, pode devolver ao paciente a segurança para caminhar e realizar suas atividades diárias. 

Sobre a ABN

A Academia Brasileira de Neurologia é a instituição que congrega os neurologistas do país, promovendo o ensino, a pesquisa e a assistência de excelência em saúde neurológica.

*Fonte: Trixe Comunicação Estratégica

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