10 coisas que identificam o turista paulista na praia
São Paulo que amanhece trabalhando. São Paulo, a locomotiva do Brasil. Por todo o lado nós paulistanos temos a fama de estressados, workaholics e pessoas que só pensam em trabalhar, até a hora em que surge um feriado ou o momento mágico e deslumbrante das férias. Aí a coisa muda. Ou não? Já sabemos que paulistas são loucos por praia a ponto de lotar as estradas quando de um descanso prolongado ou no verão.
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Também é sabido que o Rio de Janeiro é um dos destinos favoritos, então resolvemos consultar alguns cariocas para saber quais são as manias paulistas facilmente identificáveis na praia. Sabemos que muita gente vai xingar, mas o resultado está abaixo:
Paulista leva a casa para a praia: nós chegamos na orla equipados de celular, Ipod, cadeiras (porque homem paulista não põe a bunda na areia), toalhas, esteira, 11 tipos de protetores solar, geladeira com a cerveja, brinquedos das crianças, cartas para jogar truco, bola de futebol, raquetes diversas, bóias e, em alguns casos, o cachorro.
Paulista adora uma fila: seja para comer, tomar sorvete e, a mais famosa em cidades no litoral, comprar o pãozinho matinal, ficar de 30 a 90 minutos na fila parece ser o máximo de divertimento para nós.
Paulista geralmente começa o verão branco e termina vermelho: isso quando não volta com manchas brancas em pedaços do corpo devido ao excesso de protetor solar.
Paulista joga frescobol com bola de tênis: é sério isso. Bola de borracha, nem pensar, mesmo porque quando cai no mar é impossível de se achar.
Paulista consome muito: do camarãozinho no espeto que há 3 dias está tomando sol na barraquinha a "lindíssimas" estatuetas feita de côco e conchas, passando por esteiras de palha e colares hippies, nós compramos de tudo. Só que regateamos o preço, porque sabemos que aquela rede que começa custando R$ 300 vai ser comprada por R$ 25.
Paulista fica estressado até o terceiro dia de féria: é praticamente impossível para o turista de São Paulo relaxar e esquecer o escritório nos três primeiros dias de descanso. Depois ele começa lentamente a relaxar e pensar em alternativas ao trabalho como montar uma pousada na praia ou vender sanduíche natural na areia. No penúltimo dia de férias começa a ficar deprimido porque a folga está acabando e dali a alguns dias tem que pegar no batente de novo.
Paulista viaja no feriado só para se estressar na volta: especialmente no verão, nós adoramos levar cinco horas para rodar 120 km, descansar uns dias, aproveitar até o último minuto de sol na praia para assim enfrentar umas sete horas de congestionamento na volta da capital. Adivinha o resultado? E isso é válido para Campos do Jordão no inverno também.
Paulista vai para a praia e depois reclama da areia no pé: e nesse processo doloroso toca levar minutos preciosos batendo desesperadamente com a toalha no pisante para ver se fica impecavelmente limpo. Isso sem contar uma mania que assusta nossos irmãos cariocas: nós vamos até a beira da água de chinelo e depois tiramos para entrar no mar.
Paulista não deixa de ser paulista em cidades no nordeste ou no Rio de Janeiro: ou seja, precisamos achar urgentemente um shopping (de preferência com cinema). Se tiver todas as regalias em um resort que evite que nos desloquemos para paragens distantes, melhor ainda.
Paulista vai para o Rio de Janeiro e acha que o Corcovado e o Pão de Açúcar são a mesma montanha: apesar de loucos por mapas, guias e agora pelo GPS, os turistas paulistas ainda hoje fazem a confusão. E os cariocas se divertem!