Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Teste e vacina podem brecar hepatite, afirma especialista

Entre 2020 e 2024, mais de 800 mil casos foram registrados no Brasil; forma mais comum é a hepatite C.

8 jul 2026 - 16h46
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
As hepatites virais são um desafio de saúde pública no Brasil, afetando silenciosamente o fígado e podendo causar complicações graves como cirrose e câncer. A campanha 'julho amarelo' reforça a importância da testagem, vacinas e tratamentos disponíveis no SUS, além de alertar para sintomas e formas de prevenção, como higiene e sexo seguro. 🩺

Médico alerta para a evolução silenciosa da doença: "ausência de sintomas não significa ausência de risco"

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública no Brasil. Embora muitas vezes sejam silenciosas, essas infecções atingem o fígado e podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, algumas formas podem evoluir por anos e levar a complicações como cirrose, câncer de fígado e necessidade de transplante. O tema ganha relevância neste mês: chama-se "julho amarelo" a campanha de conscientização, prevenção e controle das hepatites virais.  

O acompanhamento médico pode evitar complicações, como cirrose e câncer de fígado
O acompanhamento médico pode evitar complicações, como cirrose e câncer de fígado
Foto: Magnific / Revista Malu

Números da hepatite

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou 826.292 casos da doença entre 2000 e 2024. Nesse período, a maior proporção foi de hepatite C, seguida por hepatite B e hepatite A. Apenas em 2024, o país registrou mais de 11 mil casos de hepatite B e mais de 19 mil de hepatite C.

Diferenças entre os tipos

Para a Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), o cenário reforça a necessidade de ampliar a informação sobre as diferenças entre os tipos de hepatites virais. As hepatites A e E são mais associadas à transmissão fecal-oral, por água ou alimentos contaminados, e condições inadequadas de higiene e saneamento. As hepatites B, C e D, por sua vez, estão mais relacionadas ao contato com sangue, secreções, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos cortantes e transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

"O grande desafio das hepatites virais é que muitas pessoas convivem com a infecção sem saber. A ausência de sintomas não significa ausência de risco", afirma o médico Paulo Roberto Abrão Ferreira, presidente da Sociedade Paulista de Infectologia. Ele enfatiza a necessidade de testagem, vacinação e acompanhamento médico para evitar complicações e interromper as cadeias de transmissão.

Vacina previne tipo B

A hepatite B pode ser prevenida por vacina, disponível gratuitamente no SUS, mas ainda não tem cura definitiva. Assim, com acompanhamento e tratamento, é possível controlar a infecção e reduzir os riscos. Já a hepatite C não conta com vacina, mas há tratamento com antivirais de ação direta, também disponível no SUS, com altas taxas de cura quando iniciado corretamente. A hepatite D, por sua vez, depende da presença do vírus da hepatite B, razão pela qual a vacinação contra hepatite B também ajuda a prevenir a forma Delta (hepatite D).

"A população precisa saber que existem testes rápidos, vacinas e tratamentos disponíveis no sistema público. O diagnóstico precoce muda o curso da doença, especialmente nos casos de hepatite B e C, que podem se tornar crônicas e evoluir silenciosamente por décadas", explica o médico.

Conheça os sintomas

A SPI também alerta para sintomas que podem aparecer em alguns casos, como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Mesmo assim, a entidade frisa que a testagem não deve depender apenas da presença de sintomas, especialmente em pessoas com fatores de risco ou histórico de exposição.

"O enfrentamento das hepatites virais passa por informação clara, redução do estigma e acesso à prevenção. Quanto mais cedo a pessoa descobre a infecção, maiores são as chances de tratamento adequado e menor o risco de transmissão", destaca Ferreira.

Como se prevenir?

  • manter a vacinação em dia;
  • usar preservativo;
  • não compartilhar lâminas, alicates, seringas e agulhas;
  • não compartilhar escova de dente;
  • exigir materiais esterilizados em procedimentos estéticos e de saúde;
  • higienizar bem as mãos e os alimentos;
  • consumir sempre água tratada.

Edição: Fernanda Villas Bôas

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra