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Técnica inovadora pode substituir a cirurgia de hérnia de disco

O novo método, indicado para casos em que intervenções como fisioterapia e medicamentos não apresentam resultados, oferece uma recuperação mais rápida

19 jan 2026 - 21h34
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A hérnia de disco, condição que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta cerca de 8 em cada 10 pessoas no mundo, é considerada uma das mais incapacitantes devido à dor intensa. Em geral, o tratamento envolve fisioterapia ou medicação e, nos casos mais graves, a cirurgia é indicada. No entanto, um estudo recente realizado por pesquisadores do Hospital Sírio-Libanês identificou uma nova intervenção que pode substituir o método invasivo.

O novo método contra a hérnia de disco é indicado para casos em que as intervenções tradicionais não apresentam resultados
O novo método contra a hérnia de disco é indicado para casos em que as intervenções tradicionais não apresentam resultados
Foto: Canva Equipes/sasirin pamai's Images / Bons Fluidos

Novo tratamento contra a hérnia de disco

O incômodo causado pela doença surge quando uma raiz nervosa, na base da coluna, sofre pressão ou desenvolve um processo inflamatório. Como solução, portanto, os cientistas desenvolveram a técnica chamada de infiltração epidural transforaminal infraneural. Ela consiste na aplicação de corticosteroides, medicamentos que combatem a inflamação, na região do triângulo de Kambin.

Para administrar o tratamento, os profissionais utilizam uma agulha especial com o auxílio da fluoroscopia. O exame de imagem permite visualizar, em tempo real, as estruturas internas do corpo e localizar com precisão a área afetada do nervo. Segundo o estudo, na fase de testes, que contou com 99 participantes, o método evitou a cirurgia em 86% dos casos. Assim, seis meses após os experimentos, os voluntários relataram estar livres da dor.

Além disso, eles retomaram rapidamente as tarefas diárias e até caminhar, atividades que antes realizavam com dificuldade devido ao incômodo. Esse retorno acelerado ocorre porque se trata de uma abordagem minimamente invasiva. No entanto, os médicos indicam a técnica apenas para pacientes em que tratamentos tradicionais, como medicamentos e fisioterapia, não apresentam resultados e não desenvolveram déficit motor.

"É uma técnica com eficácia altíssima, bastante inovadora e é a primeira vez que alguém descreve isso no mundo para esse fim", disse o pesquisador principal do estudo e criador da técnica, Francisco Sampaio Júnior, em entrevista ao 'O Globo'. 

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