Batom vermelho: de "marca de bruxaria" a símbolo de poder na Segunda Guerra Mundial
Descubra como a cor mais icônica do mundo sobreviveu a leis contra feitiçaria e se tornou o maior emblema de rebeldia feminina da história
O batom vermelho já foi motivo de prisão por bruxaria antes de virar o queridinho de Taylor Swift. Uma lei de 1770 determinava que mulheres que usassem maquiagem para "enganar homens" poderiam ser julgadas como bruxas. A história dessa cor é marcada por luxo e perigo extremo. No Irã, arqueólogos acharam um frasco de 4 mil anos com pigmentos que lembram as receitas de hoje.
A origem mortal da beleza
Na Mesopotâmia, a rainha Puabi usava chumbo branco e pedras esmagadas para tingir os lábios. Já no Império Romano, a busca pelo status era fatal. Sarah Schaffer, autora de 'Reading our Lips: The History of Lipstick Regulation in Western Seats of Power', explica em seu livro que ingredientes caros eram "veneno potencialmente mortal" por conterem mercúrio. Enquanto os ricos se arriscavam, os pobres usavam sedimentos de vinho tinto para conseguir o visual.
O símbolo da guerra e da vitória
O cenário mudou totalmente na Segunda Guerra Mundial. O batom virou um ato de patriotismo e resiliência. Elizabeth Arden criou tons que combinavam com os uniformes das fuzileiras navais. Segundo Schaffer, o item era "uma parte vital do esforço de guerra". Até os vestiários das fábricas eram abastecidos com batom para animar as trabalhadoras, algo que o próprio Hitler detestava.
E aí, gostou de saber disso? Qual dessas curiosidades históricas sobre o batom vermelho mais te surpreendeu: o uso de veneno ou a acusação de bruxaria?