Slime caseiro é perigoso? Veja o que dizem os médicos e a Anvisa
Saiba como ingredientes usados em receitas populares podem causar reações na pele e riscos para a saúde infantil
A produção caseira de slime com bórax ou ácido bórico oferece riscos à saúde infantil, como dermatites, reações alérgicas e intoxicações graves por inalação ou ingestão acidental. Devido à toxicidade e às recentes restrições da Anvisa ao uso de compostos de boro, a Sociedade Brasileira de Pediatria e especialistas desaconselham receitas domésticas. Para garantir a segurança, a recomendação é optar por produtos industrializados certificados por órgãos reguladores.
A fabricação caseira de slime, a famosa massinha elástica que virou febre entre as crianças, acendeu um alerta amarelo entre médicos e órgãos de fiscalização sanitária. Misturas feitas em casa com ingredientes populares, como o bórax e o ácido bórico, podem expor os pequenos a riscos.
A preocupação ganhou ainda mais força após a recente atualização regulatória da Anvisa, que proibiu diversos derivados de boro em cosméticos e produtos de higiene. Dessa forma, entidades médicas renomadas, como a Sociedade Brasileira de Pediatria, recomendam evitar a manipulação dessas substâncias químicas em receitas domésticas devido ao potencial irritante e tóxico.
Os riscos do slime caseiro e sintomas de intoxicação
A absorção do bórax pela pele saudável costuma ser limitada, mas o contato prolongado pode desencadear dermatites, ardência e reações alérgicas severas no corpo. A médica pediatra, Quíssila Batista Neiva, do Einstein Hospital Israelita, relatou ao 'Estadão' que o maior perigo ocorre quando crianças pequenas levam as mãos sujas à boca ou inalam o pó durante o preparo. A ingestão acidental de compostos de boro pode provocar náuseas, dores abdominais, vômitos e alterações respiratórias. Especialistas reforçam que misturas caseiras geram concentrações imprevisíveis e perigosas, exigindo atenção imediata dos pais ao menor sinal de mal-estar.
Como garantir uma brincadeira segura
Para proteger a saúde infantil sem interromper a diversão, os especialistas orientam substituir as fórmulas caseiras por opções industrializadas devidamente registradas e certificadas. Profissionais do Comitê Brasileiro de Segurança de Brinquedos da Abrinq disseram que as normas nacionais passam por revisões constantes para estabelecer limites rígidos para o uso de substâncias químicas em brinquedos no país. Caso ocorra irritação na pele durante o manuseio, a recomendação básica é lavar o local com água corrente em abundância e buscar orientação médica ou do Centro de Informações Toxicológicas mais próximo.
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