Sergio Moro, do Partido Liberal, derrota pupilo de Ratinho Júnior e mantém tradição de 20 anos de Paraná eleger governador no 1º turno
Essa é a primeira vez que o ex-ministro concorreu ao cargo; atrás do senador, ficaram Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT)
Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná, neste domingo, 4. Com isso, o Estado mantém a tradição de 20 anos em eleger seu governante no primeiro turno.
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Essa é a primeira vez que o ex-ministro concorre ao cargo. Em 2022, Moro fez sua estreia na política ao ser eleito para o cargo de senador após deixar a carreira como juiz para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública do início do governo Bolsonaro.
Na disputa pelo governo paranaense, Moro conseguiu manter a fidelidade do eleitorado mesmo com Ratinho Júnior (PSD), que governa o Paraná há oito anos, apoiando a candidatura de Sandro Alex (PSD). Além deles, Requião Filho (PDT) era o representante da esquerda na disputa.
Durante toda a campanha eleitoral, Moro aparecia na liderança e com ampla vantagem para vitória no 1º turno. Nas últimas semanas, Requião Filho e Sandro Alex (PSD) até ameaçaram para conseguir diminuir a vantagem do candidato do PL para forçar um 2º turno, mas não conseguiram conquistar os votos suficientes.
Quem é Sergio Moro
Sergio Fernando Moro é natural de Maringá, no Paraná, e tem 54 anos. Casado com a advogada Rosângela Wolff Moro, ele tem dois filhos.
O ex-juiz se formou em Direito na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e estudou também em Harvard (EUA). Moro é mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutor em Direito Constitucional pela mesma instituição.
O político foi titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e ganhou projeção nacional após ser responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, que envolviam o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em 2018, ele deixou o cargo de juiz federal para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro (PL). Em 2020, pediu exoneração do cargo após a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Na época, fez duras críticas ao então presidente.
Em 2022, Moro foi eleito senador, pelo União Brasil, na onda do bolsonarismo. Em março deste ano, ele rompeu com a legenda do atual governador do Estado e se filiou ao PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
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