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Segundo psicólogos, pessoas que cresceram nas décadas de 80 e 90 desenvolveram a falácia da chegada devido aos finais felizes

Um professor de Harvard especializado em psicologia positiva acredita que finais felizes são um veneno cultural.

28 jan 2026 - 12h07
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Foto: O Diário de Uma Paixão / Minha Vida

Seja em filmes da Disney, histórias infantis ou comédias românticas, a ideia de "felizes para sempre" marcou o nosso imaginário coletivo como o grande objetivo da vida. Não se tratava apenas de crescer, formar uma família e alcançar a felicidade plena. Era quase uma filosofia que influenciou nossa forma de pensar e sentir desde a infância.

O Dr. Tal Ben-Shahar, professor de Harvard e especialista em psicologia positiva, cunhou um termo inspirado justamente nessa lógica do "felizes para sempre", que continua a nos impactar até hoje. Ele chamou esse fenômeno de falácia da chegada e, ao relacioná-lo ao clímax emocional dos filmes das décadas de 80 e 90, mostrou como esses finais acabaram se tornando um tipo de veneno cultural.

Leia mais: Segundo psicólogos, as pessoas que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram capacidades mentais que a Geração Z está perdendo

A falácia da chegada segundo a psicologia

Para a psicologia, a falácia da chegada é a crença equivocada de que alcançar um objetivo específico trará felicidade duradoura. "Se eu me casar com essa pessoa, serei feliz." "Se eu conseguir esse emprego, não vou mais me preocupar com nada." "Se eu ganhar X por mês, tudo estará resolvido." O problema dessa lógica é tratar a felicidade como um ponto de chegada, quando, na prática, ela é um estado temporário, influenciado pelo funcionamento do próprio cérebro.

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