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Ansiedade pode causar dor física?

Quando o estresse emocional se mantém ativo, o corpo responde com dores reais e persistentes

28 jan 2026 - 13h13
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A ansiedade não afeta apenas pensamentos e emoções. Ela também pode se manifestar no corpo, provocando dores reais e persistentes.

Ansiedade não fica só na mente: ela também dói no corpo
Ansiedade não fica só na mente: ela também dói no corpo
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Muitas pessoas procuram médicos por sintomas físicos sem imaginar que a origem pode estar no estado emocional. Esse atraso no reconhecimento costuma prolongar o sofrimento.

Como a ansiedade se transforma em dor no corpo

Quando a ansiedade se mantém ativa, o corpo entra em estado constante de alerta. Isso ativa o sistema nervoso e aumenta a liberação de hormônios do estresse.

Com o tempo, esse funcionamento contínuo gera tensão muscular, inflamação leve e alterações na percepção da dor. O resultado são dores que surgem sem causa aparente.

Dores mais comuns associadas à ansiedade

A dor relacionada à ansiedade costuma variar de pessoa para pessoa. Ainda assim, alguns padrões são mais frequentes.

Entre os relatos mais comuns estão:

  • Dor de cabeça tensional.

  • Dor no pescoço e nos ombros.

  • Dor lombar.

  • Dor no peito sem causa cardíaca.

  • Desconforto abdominal.

Essas dores podem ir e voltar, mudar de intensidade ou persistir por semanas.

Por que a dor parece "sem explicação"

Exames muitas vezes não apontam alterações estruturais. Isso não significa que a dor seja imaginária.

A ansiedade altera a forma como o cérebro interpreta os sinais do corpo. Estímulos leves passam a ser percebidos como dor intensa.

Esse processo é chamado de hipersensibilidade somática e é bem documentado na literatura médica.

Ansiedade e tensão muscular constante

Um dos mecanismos mais comuns é a contração muscular prolongada. A pessoa não percebe, mas mantém músculos rígidos durante horas.

Esse estado contínuo reduz a circulação local. Com isso, surgem dor, peso e sensação de cansaço muscular.

O corpo não relaxa nem mesmo durante o descanso.

Dor no peito e ansiedade: quando investigar

A dor no peito causada pela ansiedade costuma vir acompanhada de aperto, falta de ar e palpitações. O medo aumenta ainda mais os sintomas.

Mesmo assim, toda dor no peito deve ser avaliada. Após descartar causas cardíacas, a ansiedade passa a ser considerada.

O acompanhamento médico é essencial para segurança e diagnóstico correto.

Ansiedade também afeta o sistema digestivo

O intestino é altamente sensível ao estresse emocional. Ansiedade pode causar dor abdominal, gases e alterações no hábito intestinal.

Síndromes como intestino irritável estão frequentemente associadas a quadros ansiosos. O desconforto é físico, mas o gatilho é emocional.

Tratar apenas o sintoma digestivo costuma não ser suficiente.

Dor crônica pode piorar a ansiedade

A relação funciona nos dois sentidos. A ansiedade causa dor, e a dor constante aumenta a ansiedade.

Esse ciclo gera exaustão física e emocional. A pessoa passa a viver em estado de vigilância, esperando o próximo sintoma.

Romper esse padrão exige abordagem integrada.

Quando desconfiar de origem emocional

Alguns sinais ajudam a levantar essa hipótese:

  • Dor persistente sem causa definida.

  • Sintomas que pioram em períodos de estresse.

  • Melhora parcial com relaxamento.

  • Histórico de ansiedade ou crises emocionais.

Esses indícios não substituem exames, mas orientam a investigação.

Tratamento vai além do analgésico

Medicamentos para dor podem aliviar momentaneamente. Porém, não resolvem a origem emocional do problema.

O tratamento costuma envolver psicoterapia, técnicas de manejo do estresse e, em alguns casos, medicação específica para ansiedade.

Atividade física, sono regulado e respiração consciente também fazem diferença.

Corpo e mente funcionam juntos

A dor causada pela ansiedade é real e merece cuidado. Ignorar o aspecto emocional pode prolongar sintomas desnecessariamente.

Reconhecer essa conexão ajuda a buscar ajuda adequada. Tratar a ansiedade é, muitas vezes, aliviar a dor no corpo.

Cuidar da saúde mental também é cuidar da saúde física.

Saúde em Dia
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